Durante o percurso da imagem de Nossa Senhora de Nazaré pelas ruas de Belém, nesta sexta, um verdadeiro milagre se viu na capital. Sob o manto de “Nazinha”, derreteu-se a rivalidade de Remo e Paysandu.
Nas calçadas tomadas por uma multidão de fiéis, onde o suor se misturava à emoção, o azul-marinho e o celeste não se olharam torto como nos gramados. Mas ali, sob o sol forte da Amazônia e bem pertinho da berlinda, bicolores e azulinos se enxergaram não como uma ameaça, mas como uma esperança.
Faixas estendidas, camisas sagradas de diferentes pavilhões e grandes bandeirões caminharam lado a lado, embalados pela mesma prece. Não há rivalidades que resistam à passagem da Rainha da Amazônia.
Leia mais:Por algumas horas, o grito de guerra da arquibancada cedeu lugar ao canto de louvor, e bicolores e azulinos dividiram o mesmo espaço, o mesmo abraço e a mesma esperança. No Círio, a maior vitória de Belém não está nos três pontos de um jogo de futebol, mas na paz bonita de ver duas torcidas gigantes batendo no mesmo coração.

Observação: As opiniões contidas nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do CORREIO DE CARAJÁS.
