Correio de Carajás

De Marabá, Airton Souza representa a Amazônia na Flip 2026

Escritor marabaense Airton Souza levará a voz da Amazônia à maior feira literária do país, com quatro mesas de debate e o sucesso de seu livro mais recente.

Homem sorridente segurando uma bandeira vermelha com a frase Leia mais o Norte em uma rua histórica.
Airton abraçou a missão de divulgar a literatura nortista na Flip/ Fotos: Arquivo Pessoal
Por: Luciana Araújo
✏️ Atualizado em 24/07/2026 17h22

O escritor marabaense Airton Souza vai representar a nossa região mais uma vez na Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip. Ele vai participar de quatro mesas de debate na edição deste ano. Com mais de quarenta livros publicados, Airton leva para a maior feira literária do país a missão de mostrar a verdadeira Amazônia.

Essa é a terceira vez que o autor vai ao evento. A primeira participação foi em 2023, quando ganhou o Prêmio Sesc de Literatura com o livro Outono de Carne Estranha, obra que o deixou conhecido no país inteiro. Em 2024, ele voltou para debater sobre prêmios literários.

Agora, ele chega com uma agenda cheia. Airton vai conversar sobre a relação entre pais e filhos na Casa Record, ao lado de Marcelino Freire, e falar sobre amores impossíveis na Casa da Livraria Janela. Os compromissos continuam com conversas importantes sobre raça e classe na Casa Publishnews, além de um debate sobre a literatura como vingança na Casa Tyiwaras Tikunas.

Leia mais:
Além de debater temas literários, Airton divulga seu mais recente lançamento

Para o escritor, estar nesses espaços é essencial para que a nossa região seja ouvida de verdade. Como ele mesmo faz questão de reforçar: “Não é possível pensar os grandes problemas desse país sem escritas que advém do Norte. O Brasil nunca será capaz de pensar a si mesmo sem nós que vivemos na Amazônia”.

Além da maratona de debates, Airton comemora o sucesso do seu livro mais recente, ‘O mar é longe’. A história, lançada pela Editora Record e que já foi a mais vendida no Festival Literário de Araxá, acompanha dois irmãos maranhenses que fogem da pobreza extrema com o sonho de conhecer o oceano. Com dezenas de prêmios na carreira, o pesquisador mostra, mais uma vez, que a literatura feita aqui tem muita força e precisa ser lida por todo o Brasil.