Representantes do sindicato dos trabalhadores em educação de Marabá utilizaram a tribuna da Câmara Municipal nesta quarta-feira para expor preocupações com a gestão da educação pública no município. Entre as principais reivindicações estão o cumprimento de direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho e maior abertura ao diálogo por parte do poder público.
De acordo com a coordenadora-geral do sindicato, Tatiana Alves dos Santos, está prevista para o próximo dia 15 uma audiência pública para discutir a implementação da chamada “hora-atividade”. O mecanismo garante ao professor tempo remunerado fora da sala de aula para planejamento pedagógico, um direito previsto em lei, mas que, segundo a entidade, ainda não é plenamente respeitado na cidade.
Outro ponto levantado foi o não cumprimento do piso salarial nacional do magistério. Para a dirigente sindical, a situação evidencia desrespeito à legislação federal e contribui para a desvalorização da categoria. Ela também alertou para o impacto das condições de trabalho na saúde dos profissionais. “Há um cenário de adoecimento crescente, causado por sobrecarga, pressão por resultados e falta de suporte adequado”, afirmou.
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A postura da gestão municipal também foi alvo de críticas. Segundo o sindicato, há pouca disposição para negociação com as entidades representativas, o que tem dificultado avanços nas pautas da categoria e ampliado o clima de insatisfação.
