A contratação de uma empresa de Goiás para a construção de salas de aula modulares em Marabá foi alvo de questionamentos durante a sessão da Câmara Municipal (CMM), na sessão desta terça-feira (25). A empresa contratada, César Sistemas Construtivos, com sede em Rio Verde (GO), é citada em uma investigação do Ministério Público daquele Estado, que apura possíveis indícios de superfaturamento em obras relacionadas à mesma Ata de Registro de Preços à qual o município de Marabá aderiu.
O assunto foi levado ao plenário pelo vereador Marcos Paulo. Segundo ele, o processo que tramita no Ministério Público de Goiás aponta indícios de superfaturamento na origem da contratação.
“Se for comprovado o superfaturamento na origem do processo, lá no Ministério Público de Goiás, na ata de Rio Verde, onde Marabá aderiu, o que vai acontecer com as nossas escolas modulares?”, questionou o vereador, que afirmou ter levado a preocupação à Comissão de Educação da Câmara e afirmou que levará também à Procuradoria Geral do Município (Progem).
Leia mais:Além da investigação envolvendo a empresa, vereadores também criticaram a utilização frequente de Atas de Registro de Preços para a contratação de empresas de outros Estados.
Para o presidente da Câmara, vereador Ilker Moraes, esse tipo de procedimento pode prejudicar os empresários e a economia local. “Os empresários de Marabá já entenderam que caíram no conto do vigário”, resumiu Moraes.
Durante a sessão, a vereadora Vanda Américo também questionou a contratação de empresas de fora para serviços considerados básicos no município. Ela citou, entre outros exemplos, a manutenção de aparelhos de ar-condicionado em prédios públicos e o fornecimento de pão para a merenda escolar.
Os parlamentares defenderam que a Prefeitura esclareça os critérios utilizados para a contratação de empresas de outros municípios e estados, especialmente quando existem fornecedores locais capazes de prestar os serviços.
O CORREIO DE CARAJÁS solicitou um posicionamento da Prefeitura de Marabá sobre as denúncias e os questionamentos apresentados pelos vereadores, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria. (Chagas Filho)
