Correio de Carajás

Praia do Geladinho ainda tem curto espaço útil neste ano

O que existe de areia está ainda encoberto como ‘piscina’ rasa à margem do rio, mas já permite banho/ Fotos: Josseli Carvalho
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Balneário que a esta altura do ano sempre tem longa extensão de areia e frequência de milhares de pessoas no verão, a Praia do Geladinho está com espaço útil bem retraído neste início de agosto. O Rio Tocantins ainda não recuou ao nível que apresenta nesta época, mas ainda assim há uma boa faixa de areia rasa que proporciona uma espécie de piscina aos frequentadores. De outro lado, o CORREIO conversou com os comerciantes do trecho, no São Félix, que cobram maior presença do poder público, proporcionando iluminação e policiamento no local.

Domingos Leite Farias Neto trabalha há 22 anos na praia. Membro atuante da associação local da categoria e proprietário da tradicional Barraca do Diogo, ele comenta que o movimento foi razoável no último domingo. “Nós esperamos que o movimento cresça nos próximos fins de semana de agosto, agora que o fluxo na Praia do Tucunaré diminuiu e a nossa praia começa a aparecer aos poucos”, argumenta ele.


Domingos Leite pede iluminação pública no local e sonha com maior movimento

O dono de barraca aproveitou o espaço junto ao veículo de comunicação para cobrar das autoridades melhorias no modal de infraestrutura da praia. “Queremos pedir o apoio do prefeito e dos agentes públicos de forma geral. Estamos precisando de iluminação pública, que não temos, de Corpo de Bombeiros e de policiamento. Isso é essencial para garantir segurança aos nossos turistas”, sustenta Domingos.

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Para o comerciante, a manutenção da praia é de responsabilidade do poder público. A missão, porém, é dividida com os profissionais que lá desempenham atividades no setor de alimentação. “Tem muito lixo, nós é que estamos fazendo todo o trabalho de retirada. Nesses dias veio uma equipe da limpeza fluvial, que não foi efetiva o suficiente para fazer a remoção da sujeira”, reclama.

Domingos estende o apelo aos pais ou responsáveis por crianças. Ele pede para que todos utilizem coletes salva-vidas, como forma de evitar afogamentos, muito comuns entre os pequenos. “Venham prevenidos de todas as formas, com máscaras, salva-vidas e outros dispositivos que garantam segurança neste período de lazer. O verão foi feito para ser aproveitado”, manifesta ele.

A fala é corroborada por Marcos Vinícius Belmock Rodrigues, também dono de barraca na Praia do Geladinho. Ele administra o primeiro estabelecimento instalado no espaço de lazer. As palavras dele descrevem um negócio hereditário, de pai para filho. “Eu já tenho muito tempo trabalhando na Praia do Geladinho. Herdei o ponto de minha mãe e avó. Infelizmente, mesmo que a nossa praia seja cartão postal pela ponte do Rio Tocantins, o descaso do poder público prevalece”, abona ele.

Marcos Vinícius já é a terceira geração de barraqueiros da sua família na praia

As dificuldades, elenca Belmock, são muitas. A praia sofre com falta de iluminação para o acesso e assistência urbana adequada há um tempo considerável. “Se eu fosse falar de todos os problemas, passaríamos o dia aqui. Quero destacar apenas que a presença do Corpo de Bombeiros é essencial. Essa força precisa estar aqui na praia, pois trabalhamos na areia e na água. O perigo é iminente”, revela o comerciante.

O mesmo problema dos garis fluviais também é exposto por ele, que vai além na crítica. “Disseram ter feito uma limpeza aqui, mas eu, particularmente, não vi resultado. O lixo que deixaram aqui daria para construir um aterro sanitário próprio. Além disso, muitas garrafas de vidro, quebradas, continuaram espalhadas pela praia. Nós, das barracas, que fizemos algumas retiradas, correndo sério risco”, aponta.

Quanto ao policiamento do local, em contraste com o que declarou o primeiro proprietário de barraca à nossa Reportagem, Belmock se diz satisfeito com a presença da Polícia Militar, mas pede reforço da guarda. “Nós agradeceríamos bastante se o departamento da PM mandasse, como fez no ano passado, um extensivo de policiamento, para ficar aqui no sábado e no domingo fazendo a proteção dos banhistas”, pede, por fim. (Texto: Da Redação / Reportagem: Josseli Carvalho)

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