Correio de Carajás

Piscicultura : Projeto incentiva atividade

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Para gerar tecnologias que reduzam o tempo de desenvolvimento do cultivo de espécies como o tambaqui em tanques-rede, equipes de técnicos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) desenvolvem em Marabá e Tucuruí o projeto de pesquisa TecRede. Os responsáveis pela iniciativa estiveram na redação do CORREIO de Carajás esta semana para divulgar o trabalho que vem sendo feito na região.

De acordo com Roselany Côrrea, pesquisadora da área de nutrição de peixes na Embrapa Amazônia Ambiental, o projeto é liderado pela Embrapa Amapá. “O projeto visa melhorar a produção do tambaqui criado em tanques-rede, que é um sistema intensivo de produção. Então, nós mapeamos dois agricultores, um aqui e outro em Tucuruí, e a gente faz o acompanhamento ao longo do ciclo de produção”, explica.

Ela esclarece que são analisados todos os processos durante o acompanhamento, para reduzir riscos e aumentar a produtividade dos piscicultores. “Além dessa atividade, em paralelo a gente faz curso de capacitação para multiplicador com o foco de capacitação de técnicos da região”, informou. O primeiro módulo do curso foi concluído no mês de junho, aplicado pela Secretaria de Agricultura do Município (Seagri). Conforme detalhou a pesquisadora nesta primeira fase da qualificação foram tratados alguns aspectos, como a qualidade e o tratamento da água. “E agora viemos de novo a campo. A gente vem mês sim e mês não, para fazer o segundo módulo de capacitação e mais um acompanhamento nas propriedades”.

Leia mais:

Nessa etapa, foram tratados os sistemas de produção com foco na produção em tanques-rede. A equipe retorna em novembro para fazer os módulos três e quatro, em três dias de capacitação, voltados para a nutrição e alimentação de peixes, sanidade e boas práticas de cultivo, a fim de manter o animal saudável, além de tratar da parte econômica e do processamento do pescado.

Na ocasião, técnicos da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará) e do Ideflor-bio (Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará) também vão contribuir com a qualificação.

Dificuldades

Durante entrevista ao CORREIO, Roselany disse que a maior dificuldade identificada na região é falta de conhecimento dos próprios produtores na criação dos peixes. “Você tem que entender de manejo e da qualidade de água, porque só olhando você não consegue medir e ver se tem bastante oxigênio, você tem que medir. E, muitas vezes, o produtor não tem o hábito e nem as ferramentas para fazer essas medições”, confirma.

Ela acrescentou ainda que hoje um dos maiores entraves para os criadouros é o valor da ração, que é alto. “Então tem vários aspectos que dá para a gente ir trabalhando para melhorar a criação deles e até para fazê-los interagir com os fornecedores locais. A gente tem fábrica de ração aqui em Jacundá, mas muita gente não compra. Então, é preciso fazer com que os produtores se comuniquem”.

Tanques-rede

O pesquisador Heitor Martins, também da Embrapa Amazônia Ambiental, atua na área do sistema de produção de peixes. “A minha presença em Marabá foi justamente em função do segundo módulo, ministrando o curso referente às diferentes maneiras e as maneiras corretas de se trabalhar com tanque-rede”, esclareceu. Ele afirmou que o curso foi válido e interessante, contando com a participação de técnicos da Seagri, Ideflor-bio e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-PA).

“O curso foi direcionado a essas pessoas mostrando os diferentes tipos de tanques-rede que existem, os cuidados na construção e instalação do tanque-rede, seleção de um local para iniciar a produção, mostrando a diferença de criar em um ambiente aberto como um grande lago em Tucuruí. E em um ambiente menor, que seria um açude”.

Saiba Mais  – O Programa TecRede tem várias categorias e é desenvolvido em nível nacional e regional, envolvendo mais de 20 pesquisadores e equipes da Embrapa no Norte e Nordeste.

(Nathália Viegas)

 Foto: Heitor Martins

Para gerar tecnologias que reduzam o tempo de desenvolvimento do cultivo de espécies como o tambaqui em tanques-rede, equipes de técnicos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) desenvolvem em Marabá e Tucuruí o projeto de pesquisa TecRede. Os responsáveis pela iniciativa estiveram na redação do CORREIO de Carajás esta semana para divulgar o trabalho que vem sendo feito na região.

De acordo com Roselany Côrrea, pesquisadora da área de nutrição de peixes na Embrapa Amazônia Ambiental, o projeto é liderado pela Embrapa Amapá. “O projeto visa melhorar a produção do tambaqui criado em tanques-rede, que é um sistema intensivo de produção. Então, nós mapeamos dois agricultores, um aqui e outro em Tucuruí, e a gente faz o acompanhamento ao longo do ciclo de produção”, explica.

Ela esclarece que são analisados todos os processos durante o acompanhamento, para reduzir riscos e aumentar a produtividade dos piscicultores. “Além dessa atividade, em paralelo a gente faz curso de capacitação para multiplicador com o foco de capacitação de técnicos da região”, informou. O primeiro módulo do curso foi concluído no mês de junho, aplicado pela Secretaria de Agricultura do Município (Seagri). Conforme detalhou a pesquisadora nesta primeira fase da qualificação foram tratados alguns aspectos, como a qualidade e o tratamento da água. “E agora viemos de novo a campo. A gente vem mês sim e mês não, para fazer o segundo módulo de capacitação e mais um acompanhamento nas propriedades”.

Nessa etapa, foram tratados os sistemas de produção com foco na produção em tanques-rede. A equipe retorna em novembro para fazer os módulos três e quatro, em três dias de capacitação, voltados para a nutrição e alimentação de peixes, sanidade e boas práticas de cultivo, a fim de manter o animal saudável, além de tratar da parte econômica e do processamento do pescado.

Na ocasião, técnicos da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará) e do Ideflor-bio (Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará) também vão contribuir com a qualificação.

Dificuldades

Durante entrevista ao CORREIO, Roselany disse que a maior dificuldade identificada na região é falta de conhecimento dos próprios produtores na criação dos peixes. “Você tem que entender de manejo e da qualidade de água, porque só olhando você não consegue medir e ver se tem bastante oxigênio, você tem que medir. E, muitas vezes, o produtor não tem o hábito e nem as ferramentas para fazer essas medições”, confirma.

Ela acrescentou ainda que hoje um dos maiores entraves para os criadouros é o valor da ração, que é alto. “Então tem vários aspectos que dá para a gente ir trabalhando para melhorar a criação deles e até para fazê-los interagir com os fornecedores locais. A gente tem fábrica de ração aqui em Jacundá, mas muita gente não compra. Então, é preciso fazer com que os produtores se comuniquem”.

Tanques-rede

O pesquisador Heitor Martins, também da Embrapa Amazônia Ambiental, atua na área do sistema de produção de peixes. “A minha presença em Marabá foi justamente em função do segundo módulo, ministrando o curso referente às diferentes maneiras e as maneiras corretas de se trabalhar com tanque-rede”, esclareceu. Ele afirmou que o curso foi válido e interessante, contando com a participação de técnicos da Seagri, Ideflor-bio e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-PA).

“O curso foi direcionado a essas pessoas mostrando os diferentes tipos de tanques-rede que existem, os cuidados na construção e instalação do tanque-rede, seleção de um local para iniciar a produção, mostrando a diferença de criar em um ambiente aberto como um grande lago em Tucuruí. E em um ambiente menor, que seria um açude”.

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