Correio de Carajás

Patrulha Maria da Penha protege 181 mulheres em Parauapebas

Inspetora Kenia Santana explica como funciona o trabalho de proteção, acompanhamento e fiscalização das medidas protetivas/ Foto: Ronaldo Modesto
Por: Theíza Cristhine e Ronaldo Modesto

Em meio às ações de conscientização do Agosto Lilás, mês dedicado à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher, a Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Parauapebas acompanha atualmente 181 mulheres que possuem medidas protetivas de urgência. O trabalho busca garantir que as determinações judiciais sejam cumpridas e oferecer às vítimas uma rede de proteção mais próxima e contínua.

Criada há cinco anos, a Patrulha Maria da Penha surgiu a partir da necessidade de fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas determinadas pela Justiça, que podem estabelecer, entre outras restrições, que o agressor mantenha distância da vítima e não frequente locais onde ela esteja.

Em entrevista ao Correio de Carajás, a inspetora Kenia Santana Pereira, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o primeiro passo da vítima é procurar a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). É nesse momento que a mulher pode solicitar a medida protetiva. A documentação é encaminhada ao Judiciário e, depois da decisão, chega à Patrulha Maria da Penha para que seja iniciado o acompanhamento.

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“Nosso primeiro passo é realizar a visita à casa da vítima”, explica a inspetora. Nesse momento, a mulher assina uma autorização para ser acompanhada pela Patrulha Maria da Penha. A partir daí, as equipes passam a realizar rondas às proximidades da residência e mantêm contato com a vítima. Cada mulher acompanhada também possui um número de WhatsApp para facilitar a comunicação com a equipe.

12 agentes e três equipes

Atualmente, 12 agentes da Guarda Municipal atuam na fiscalização das medidas protetivas. Eles são divididos em três equipes, e realizam o acompanhamento das 8h às 20h.

A assistência, no entanto, não deixa de existir fora desse horário. Em situações de urgência durante a noite, a vítima pode acionar o Centro de Controle Operacional (CCO) que realiza o encaminhamento necessário.

O trabalho da Patrulha Maria da Penha vai além da simples fiscalização. Para Kenia, a presença constante da equipe ajuda a proporcionar às mulheres uma sensação maior de segurança diante de situações de violência e ameaças.

O Agosto Lilás reforça justamente essa mensagem: a violência contra a mulher não deve ser naturalizada ou silenciada. A existência de serviços especializados, medidas protetivas e equipes como a Patrulha Maria da Penha amplia os mecanismos de proteção e acompanhamento para quem decide romper o ciclo de violência.