Patrulha Maria da Penha é formada por policiais militares e guardas municipais/ Foto: Ascom/PMM

A Patrulha Maria da Penha em Marabá iniciou suasatividades há quase dois meses e, atualmente, atende 12 pessoas. Durante asvisitas às vítimas de violência doméstica, os policias têm conhecimento dasituação da vítima, a partir dos relatos, e se as ameaças ainda estão ocorrendoou qualquer outra situação que ponha em risco a integridade da pessoa atendida.

O último agressor a ser preso por descumprir medidaprotetiva no âmbito da Lei Maria da Penha em Marabá foi marcos Ferreira daSilva. A prisão dele aconteceu no início da noite da última quinta-feira (11),no Km 7, depois que o acusado foi por duas vezes na casa da irmã da vítima,para importuna-la, segundo relato da Guarda Municipal.

No caso de descumprimento de qualquer termo damedida, um relatório é enviado imediatamente ao juiz da vara da ViolênciaDoméstica. Se for em flagrante, ou se a vítima ligar para a patrulha e se foravistado o autor próximo ou na residência da vítima, prontamente é dada voz deprisão e o agressor é conduzido até a delegacia para procedimentos cabíveis.Descumprir medidas protetivas geram pena de até dois anos de reclusão.

O inspetor Roberto Lemos, da Guarda Municipal,esclarece que todas as visitas às vítimas de violência doméstica sãoregistradas em planilhas onde constam os dados dos autores e vítimas. Asinformações são encaminhadas à justiça através da vara da violência contra amulher.

“Ocorre uma cooperação técnica entre governo do Paráe município de Marabá resultante numa força integrada de policias militares eguardas municipais que determinam a visita na casa dos autores e também dasvítimas. É uma forma de a justiça acompanhar como está o cumprimento dasmedidas protetivas de urgência que os juízes emitiram. Nós fazemos oacompanhamento, preenchemos os relatórios e as vítimas explicam como elas estãoe se os autores estão cumprindo as medidas protetivas”, detalha Lemos. (Chagas Filho e Ascom/PMM)