Delegado Gabriel Henrique destaca redução da criminalidade em Parauapebas / Fotos: Arquivo Correio
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A 20º Seccional Urbana da Polícia Civil de Parauapebas fechou o balanço dos crimes de homicídios no primeiro semestre de 2019 e celebra a elucidação de 70% dos casos, com a prisão dos autores dos crimes. Os indicadores também apontam a redução da criminalidade do mês de julho para agosto, com a cidade estando há 26 dias, até esta quarta-feira, 14, sem registrar um crime de homicídio.

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Os dados foram divulgados pelo diretor da 20ª Seccional, delegado Gabriel Henrique. Segundo ele, nesse primeiro semestre foram registrados 38 homicídios em Parauapebas. Desse total, 25 já foram solucionados e boa parte dos autores está presa. É que há alguns casos, segundo o delegado, em que o crime envolve mais de um autor, mas de cada crime pelo menos um dos criminosos foi preso.

Dos 13 casos ainda em investigação, cinco já estão elucidados e os autores com pedido de prisão preventiva solicitado à justiça. Os outros oitos estão em investigação, mas com o processo bastante adiantado para chegar à elucidação e solicitação da preventiva dos autores.

A morte de Maria Eduarda também já foi desvendada e aos assassinos presos

Dentre os casos já solucionados e com os autores presos, o delegado cita os assassinatos da adolescente Maria Eduarda Silva Azevedo, de 16 anos, morta a facadas em 14 de maio no Morro dos Macacos, no Bairro Liberdade I, cuja morte foi filmada pelos autores, que se identificaram como membros de uma facção criminosa. Outro caso solucionado, com o crime tendo ligação com facção criminosa, foi o do jovem Joemerson Rodrigues de Sousa, de 17 anos, assassinado também em 14 de maio.

A exemplo de Maria Eduarda, o adolescente teve a morte filmada. Ele foi decapitado, em uma área de matagal, no Bairro Tropical, e teve a cabeça exibida como troféu.

Gabriel Henrique ainda cita a elucidação de outros crimes que tiveram repercussão na cidade, como do adolescente Carlos Henrique Barbosa, de 16 anos, morto a pedradas no dia 2 de junho em uma área atrás do cemitério Jardim da Saudade. Quatro pessoas envolvidas no crime já foram presas, faltando apenas a apreensão de uma adolescente.

Outro crime de grande repercussão e que foi rapidamente solucionado e teve autor preso, aponta o delegado, foi a morte Dayse Dyana Sousa e Silva, morta no dia 31 de março, ao ser jogada, segundo a perícia, pela janela do segundo andar da casa onde morava, no Bairro Parque dos Carajás. O acusado do crime, Diógenes dos Santos Samaritano, marido dela, foi preso em flagrante.

O caso de Dayse Dayana foi um dos casos solucionados rapidamente e com o autor do crime, Diogenes Samaritano, preso

Gabriel Henrique enumera ainda a morte de Olívio da Silva, de 75 anos, encontrado morto na casa dele, no 31 de março, com uma marretada na cabeça. A autora do crime é uma adolescente, que foi apreendida semana passada e já foi encaminhada para Belém.

De acordo com o diretor, a elucidação de 70% dos crimes é graças ao trabalho realizado pela equipe de Homicídios, que tem à frente a delegada Yanna Azevedo. “A equipe recebe todo apoio das demais equipes e isso tem ajudado a lograr êxito na elucidação rápida e localização e prisão dos acusados”, frisa o delegado.

Queda no índice de criminalidade

A queda no índice de criminalidade nesse primeiro semestre, o que reflete em quase um mês sem homicídio na cidade, segundo o delegado Gabriel Henrique, é reflexo do trabalho de investigação da Polícia Civil em parceria com a Polícia Militar. Esse trabalho conjunto, aponta o delegado, tem surtido efeito na resposta ao crime.

Ele ressalta que os criminosos estão sendo presos ou têm levado a pior nos confrontos com a polícia. O delegado pontua que os membros de facções criminosas estão sendo monitorados e os integrantes estão sendo presos ou mortos em refregas com a polícia.

Gabriel Henrique destaca ainda a queda no número de roubos de veículos na cidade. Ele observa que o Departamento de Roubos e Furtos, sob o comando do delegado Felipe Oliveira, desbaratou uma quadrilha que vinha agindo na cidade no roubo de caminhonetes.

Um dos líderes foi preso em Marabá e o restante do bando está foragido, mas com prisão preventiva decretada. Outro ponto que tem surtido efeito no combate à criminalidade, frisa Gabriel, é a fiscalização que o Departamento de Polícia Administrativa (DPA) vem fazendo em bares e estabelecimentos que funcionam até tarde da noite.

O aperto na fiscalização evita que esses comércios fiquem além do limite estabelecido funcionando e, consequentemente, inibe crimes cometidos por conta da ingestão de bebidas alcoólicas ou assaltos.

O delegado cita ainda as inúmeras operações realizadas no combate ao tráfico de drogas, roubos e crimes cometidos por agentes do Estado. Ele destaca duas operações realizadas pela Delegacia de Crimes Funcionais (Decrif), da Polícia Civil do Pará, com o apoio da 20ª Seccional, que prendeu policiais militares envolvidos em crimes.

Apesar das prisões, o delegado afirma que o relacionamento entre as Polícias Civil e Militar é harmônico e isso tem possibilidade o combate incisivo ao crime, com resultados positivos. “Estamos trabalhando diuturnamente. Claro, muita coisa ainda precisa ser feita, mas sentimos que estamos no caminho certo”, frisa o delegado, enumerando ainda as ações no combate ao crime de exploração sexual e estupro de vulneráveis.

ESTUPROS

Recentemente, detalha, foi dado cumprimento a 10 mandados de prisão por estupro de vulnerável. Um dos presos, Raimundo Nonato, estaria levando terror ao Bairro Tropical II. De acordo com o delegado, além da vítima, pelo qual foi preso, outras quatro meninas, todas menores de idade, procuraram a delegacia para denunciá-lo pelo mesmo crime. “Essas acusações estão sendo investigadas e, se comprovada a culpa dele, será pedida também a prisão preventiva dele por mais esses crimes”, frisa Gabriel.

“Estamos trabalhando, junto com a Polícia Militar, em ações rotineiras de combate ao crime. Isso, graças a Deus, tem surtido efeito positivo, com a diminuição da violência em Parauapebas”, acrescenta o delegado, pontuando que os crimes cometidos na zona rural, já na área de Marabá, ainda que atendidos primeiramente pela 20ª Seccional por esta estar mais próxima dessas áreas, são investigados por Marabá.  (Tina Santos – com informações de Ronaldo Modesto)

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