Correio de Carajás

Pará registra mais de 1200 casos de falta de energia ocasionados por pipas

Foto: Fernando Araújo
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Desde o início do ano, a Equatorial Energia Pará já contabilizou no Estado 1.216 casos de interrupções no fornecimento de energia elétrica ocasionados por pipas que enroscam na rede. A maior parte dos registros foi contabilizada nos meses de abril e maio, período em que se intensificaram as ações de distanciamento social, em função da pandemia do novo coronavírus. No município de Santarém, região oeste do Pará, foram 238 casos de interrupção, seguido da capital, Belém, com 99 casos e de Ananindeua, com 31.

O número quase se iguala ao período de férias escolares de 2019, quando a Equatorial Energia Pará registrou 1.391 casos de falta de energia por conta de pipas enroscadas na fiação. “As interrupções causadas pelas pipas representam prejuízos para toda a população, deixando várias localidades sem energia e atingindo, inclusive, locais que precisam do fornecimento com extrema necessidade nesse período, como é o caso de hospitais e postos de saúde”, diz o gerente de Manutenção da Equatorial Pará, Adailson Andrade.

Durante a pandemia do novo coronavírus, a recomendação de distanciamento social dos órgãos de saúde fez com que escolas suspendessem as aulas presenciais, fator que tem contribuído para que crianças e adolescentes pratiquem a brincadeira nas ruas. Porém, o correto é que fiquem em casa para ajudar a conter a propagação do vírus.

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O executivo da área de segurança da Equatorial Energia Pará, Alex Fernandes, orienta que a brincadeira não seja praticada neste período para não ocasionar mais prejuízos à população. “Empinar pipas é uma brincadeira muito saudável, desde que praticada com segurança e em local adequado. Na atual situação de isolamento social que estamos vivendo, orientamos que os jovens fiquem em casa, se puderem, para resguardar sua saúde e de sua família”, destaca o executivo.

CUIDADOS

Caso a circulação nas ruas seja permitida, os cuidados com a brincadeira não podem ser deixados de lado: soltar pipas distante da rede elétrica e jamais resgatar o papagaio da rede, caso fique engatada. As linhas de cerol também são um perigo ao entrar em contato com a fiação elétrica, pois a mistura de cola com vidro moído, e em alguns casos até mesmo com pó de ferro, pode provocar curto circuito e romper cabos energizados. Além disso, o risco de acidentes com cortes, sobretudo, nas pessoas que circulam em motocicletas ou bicicletas é muito grande. Por isso o ideal é empinar as pipas sem o uso do cerol. (Ascom Equatorial Energia Pará)

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