Correio de Carajás

Para Criciúma, Águia tinha que ter pressionado árbitro

O técnico do Águia, Sílvio Criciúma, declarou publicamente que seus atletas deveriam ter outra postura diante do pênalti claro, não marcado, contra o Paysandu. Sereno como sempre, Criciúma afirmou: “Como foi pênalti, teria que ter uma imposição, com respeito, pedindo a utilização do VAR. A imagem mostra que foi muito pênalti”. De fato, chamou atenção a passividade dos atletas, que não pressionaram o árbitro para que fosse olhar o VAR. Além disso, o treinador também criticou a arbitragem. “Será que o responsável pelo VAR não teve essa imagem?”, questiona.

O problema não é perder

Ninguém em sã consciência vai cobrar que o Águia vença o Paysandu em pleno Mangueirão (embora isso tenha acontecido em 2023), mas entrar em campo derrotado é inadmissível. O lance do pênalti claríssimo sobre o Érico não marcado pela arbitragem mostra isso. Não apareceu nenhum jogador do Águia pra pressionar o árbitro, pra ficar em cima dele, mandando que olhasse o VAR, infernizando a vida do cara como fazem todos os jogadores dos times grandes do Brasil! Ficaram todos inertes, deixando a arbitragem paraense fazer o que sempre faz: favorecer os times grandes. Os jogadores pareciam conformados com a derrota. Não dá pra aceitar isso!

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Guarda baixa

Quanto à diretoria do Azulão, por mais que a gente renda elogios (que são merecidos), não dá pra baixar a guarda. Em 2023, depois de um pênalti duvidoso a favor do Paysandu no jogo de ida da semifinal, os cartolas aguianos bancaram árbitro “de fora” para o jogo de volta. Resultado: o Águia venceu com um gol de pênalti, que dificilmente seria marcado por um juiz local. Por que isso não foi feito agora?

Uma vergonha chamada FPF!

Paysandu e Remo são os maiores times do Norte, os que têm mais investimento, os que atraem mais público e geram mais renda. E é justamente por isso que não precisam dessa “mãozinha” que costuma ser dada a eles quando jogam contra os chamados “pequenos”. Com a não marcação do pênalti a favor do Águia na noite de terça, ficou indisfarçável a proteção da FPF, porque não é possível que os árbitros paraenses sejam tão ruins. Antes fosse incompetência!

 

 

Observação: As opiniões contidas nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do CORREIO DE CARAJÁS.