📅 Publicado em 03/08/2026 16h50✏️ Atualizado em 03/08/2026 17h04
O Hospital Materno Infantil (HMI), principal maternidade pública de Marabá, voltou ao centro das preocupações. Informações obtidas pelo CORREIO junto a fontes ligadas à unidade de saúde apontam 11 casos de anóxia neonatal registrados nos últimos dois meses.
A reportagem teve acesso à informação por meio de um membro do grupo de WhatsApp, chamado “Corpo Clínico do HMI”, que é um grupo de trabalho do hospital, a partir de levantamento apresentado por um dos médicos.
A anóxia ocorre quando o bebê deixa de receber oxigênio suficiente durante a gestação ou o parto. Dependendo da gravidade, pode provocar lesões cerebrais permanentes e, em casos extremos, levar à morte.
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Mas, segundo as fontes ouvidas pela reportagem, o problema não estaria relacionado à falta de equipamentos para atender os recém-nascidos. A preocupação recai sobre a assistência prestada às gestantes antes do parto.
Profissionais afirmam que, desde março, o setor de acolhimento do HMI não conta com obstetra em tempo integral. Ainda de acordo com os relatos, a classificação de risco, que deveria ser realizada por obstetra ou enfermeiro obstetra, estaria sendo feita por médicos clínico.
As fontes também relatam que, embora exista aparelho de ultrassom na unidade, o exame não está disponível de forma contínua ao longo do dia, por depender da presença do profissional responsável.
Caso essas informações sejam confirmadas, elas levantam um questionamento inevitável: como um município que arrecada milhões de reais todos os anos ainda enfrenta denúncias de deficiência justamente no atendimento às gestantes e aos recém-nascidos?
Quando a estrutura falha na porta de entrada da maternidade, quem paga a conta são mães e crianças, muitas vezes com consequências que podem durar por toda a vida.
O CORREIO encaminhou questionamento à prefeitura sobre o assunto, mas até o fechamento desta reportagem, não houve manifestação oficial.
Além disso, o CORREIO também entrou em contato com a Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde (CMS). O órgão ficou de repassar a situação para a Comissão Técnica, que deve fazer visita “in loco” para investigar o caso.
