Correio de Carajás

Morre, em Belém, Adalício Rodrigues, professor de várias gerações de marabaenses

Por: Da Redação
✏️ Atualizado em 17/09/2026 17h37

O professor aposentado Adalício de Macedo Rodrigues faleceu em Belém, nesta quinta-feira (17), aos 84 anos. Sua partida tem grande repercussão em Marabá, onde foi mestre de várias gerações nos colégios Plinio Pinheiro e Judith Gomes Leitão, além de fundador e diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Adalício atuou como professor e diretor nas duas instituições de ensino, consideradas entre as mais antigas de Marabá. Em ambas, marcou época e participou da formação de diversas turmas de estudantes. Ele também esteve à frente da implantação do Senai em Marabá. Foi redator-chefe no jornal impresso Vanguarda.

Depois de retornar a Belém, dirigiu o Centro de Desenvolvimento da Amazônia (Cedam), braço do Senai na capital paraense. Adalício era ex-marido da ex-vereadora de Marabá Júlia Rosa e, com ela teve os filhos Tony e Alexandre. Na capital, constituiu nova família.

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Nos últimos anos, o professor enfrentou problemas de saúde, incluindo isquemias cerebrais, tratamentos, intervenções médicas e internações. Em uma publicação feita antes da morte, um dos filhos, Eduardo Rodrigues, relatou a dificuldade de acompanhar o agravamento do estado de saúde do pai e destacou a relação de afeto entre os dois.

Odalício, retratado aqui em quatro momentos da sua vida. Na primeira imagem, ainda jovem quando chegou a Marabá nos anos 1970

“Amo meu pai imensamente e tenho incontáveis admirações por ele”, escreveu Eduardo. Na mensagem, também lembrou o pai como um homem eloquente, artístico, apaixonado por poesia e música, que declamava textos de memória e cantava as canções de que gostava.

A morte também foi lamentada pelo ex-prefeito de Marabá Hamilton Bezerra, amigo e compadre do professor. Em uma homenagem publicada nas redes sociais, Hamilton destacou a influência de Adalício em sua formação.

“Você e meu compadre Reinaldo Marvão foram os melhores professores da língua portuguesa que conheci”, escreveu. Ele também afirmou que Adalício o ensinou a escrever corretamente e a preparar seus primeiros discursos.

“Sentirei muitas saudades e me conforto com as nossas lembranças”, declarou Hamilton, ao se despedir do amigo.

O ex-deputado estadual Plínio Pinheiro Neto, amigo pessoal de Adalício, também lamentou a morte do professor e destacou a conduta ética que marcou sua trajetória no serviço público. Segundo ele, mesmo ocupando cargos de confiança, Adalício se manteve fiel aos princípios e dedicou-se mais a servir aos outros do que a buscar benefícios pessoais.

“Homem de honra ilibada, fiel aos seus princípios éticos e morais, soube ser amigo leal e prestativo”, escreveu Plínio. O ex-deputado afirmou ainda que, durante os 12 anos em que exerceu mandato, nunca viu o amigo pedir algo para si ou demonstrar ressentimento contra alguém. Para ele, a partida de Adalício deixa o Pará mais pobre de seus valores humanos.

O velório dele aconteceu ao longo da tarde desta quinta-feira (17), no Funerária Memorial, em Umarizal, Belém.