Correio de Carajás

Novos problemas, velhas mazelas

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Ruas esburacadas, falta de limpeza e o aumento de animais perambulando pela rua preocupam moradores do Residencial Tocantins, localizado no Bairro São Félix, que procuraram a equipe de reportagem do CORREIO esta semana se dizendo em indignados com o ambiente em que vivem. Gicelly Nascimento dos Santos reside no local e teme pela saúde dos filhos.

“Tem esgoto estourado, que falaram que vão ajeitar; quando estoura tudo fica um mau cheiro aqui. Quando o sol se põe, tem que fechar a casa toda, porque dá tanto mosquito…”, reclama. Gicelly conta que tem um bebê em casa e que tem medo dele adquirir alguma doença, porque o ambiente é propício para que insetos se proliferem no local.

A moradora também diz que para sair de casa tem que passar pelo quintal do vizinho. Gicelly desabafou até sobre a segurança do lugar, dizendo que já ficou sabendo de vários roubos no residencial. “Certa vez, uma vizinha viajou e quando retornou tinham levado tudo da casa dela”.

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O vigilante Roni da Silva, que mora há muito tempo no local, disse que as ruas do residencial é um lamaçal só, mesmo no verão, por conta do esgoto que corre a céu aberto. “Em primeiro lugar, tem que ajeitar essas ruas, porque está só a lama aí. Colocar um asfalto bom aí”, afirma, denunciando que depois que o bairro ficou pronto não demorou muito para imóveis e ruas começarem a se deteriorar.

Roni diz que até tem coleta de lixo no conjunto, mas que falta roçar algumas áreas que foram tomadas pelo mato, facilitando o aparecimento de cobras e jacarés no local. Outra moradora, Bruna Pereira da Silva, diz que os problemas no Residencial Tocantins já se arrastam há meses.

“Como não consigo entrar na minha própria casa com o carro, deixo na casa dos outros, porque não tem como passar. E todo dia a gente está sujeito a doenças. Principalmente as crianças, por ficarem brincando nessa lama aí”. Antônio Francisco Silva, mora há quatro anos no local e diz que a prefeitura não tem limpado o espaço.

Segundo denunciou, há uma quantidade “enorme” de cachorros e gatos sem dono que andam perambulando pela rua e que não são recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). “Nunca vi eles passando por aqui não”, acrescentou sobre a equipe do CCZ. Seu Antônio ainda falou que no bairro teve o caso de uma mulher que teria morrido com suspeita de leishmaniose.

A reportagem do CORREIO tentou entrar em contato por telefone fixo com a HF Engenharia Empreendimentos, que construiu as unidades do residencial, para ouvir a empresa sobre as denuncias dos moradores. No entanto, até o fechamento desta edição não obteve resposta.

Prefeitura diz que está atuando para solucionar problemas

Em nota enviada pela assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Marabá ao CORREIO, foi informado que a Sevop já fez reparos nas principais ruas do bairro. “Infelizmente a demanda nos residenciais é muito grande em função da obra ter sido entregue sem qualquer fiscalização por parte das gestões passadas e ainda ter em contrato mais quatro anos de garantia sobre as obras realizadas”, diz um trecho.

Em relação à limpeza pública, a Ascom repassou que os carros de coleta de lixo atendem normalmente ao residencial, coletando o lixo diariamente. “Quanto à limpeza e roçagem do local, a secretaria de Urbanismo informa que estas áreas estão dentro do cronograma de trabalho, e em função da grande demanda que existe por toda a cidade, as equipes estão se esforçando para atender todas as localidades dentro do prazo estipulado e que o residencial está dentro deste plano de trabalho”, continua.

Com relação ao CCZ, a assessoria disse que está fazendo sempre a vigilância em toda a cidade. “Caso os moradores necessitem de uma visita, basta entrar em contato novamente para que a demanda seja atendida através do telefone (94) 3324-4411”, finaliza o comunicado.

(Nathália Viegas com informações de Josseli Carvalho)

 

 

Ruas esburacadas, falta de limpeza e o aumento de animais perambulando pela rua preocupam moradores do Residencial Tocantins, localizado no Bairro São Félix, que procuraram a equipe de reportagem do CORREIO esta semana se dizendo em indignados com o ambiente em que vivem. Gicelly Nascimento dos Santos reside no local e teme pela saúde dos filhos.

“Tem esgoto estourado, que falaram que vão ajeitar; quando estoura tudo fica um mau cheiro aqui. Quando o sol se põe, tem que fechar a casa toda, porque dá tanto mosquito…”, reclama. Gicelly conta que tem um bebê em casa e que tem medo dele adquirir alguma doença, porque o ambiente é propício para que insetos se proliferem no local.

A moradora também diz que para sair de casa tem que passar pelo quintal do vizinho. Gicelly desabafou até sobre a segurança do lugar, dizendo que já ficou sabendo de vários roubos no residencial. “Certa vez, uma vizinha viajou e quando retornou tinham levado tudo da casa dela”.

O vigilante Roni da Silva, que mora há muito tempo no local, disse que as ruas do residencial é um lamaçal só, mesmo no verão, por conta do esgoto que corre a céu aberto. “Em primeiro lugar, tem que ajeitar essas ruas, porque está só a lama aí. Colocar um asfalto bom aí”, afirma, denunciando que depois que o bairro ficou pronto não demorou muito para imóveis e ruas começarem a se deteriorar.

Roni diz que até tem coleta de lixo no conjunto, mas que falta roçar algumas áreas que foram tomadas pelo mato, facilitando o aparecimento de cobras e jacarés no local. Outra moradora, Bruna Pereira da Silva, diz que os problemas no Residencial Tocantins já se arrastam há meses.

“Como não consigo entrar na minha própria casa com o carro, deixo na casa dos outros, porque não tem como passar. E todo dia a gente está sujeito a doenças. Principalmente as crianças, por ficarem brincando nessa lama aí”. Antônio Francisco Silva, mora há quatro anos no local e diz que a prefeitura não tem limpado o espaço.

Segundo denunciou, há uma quantidade “enorme” de cachorros e gatos sem dono que andam perambulando pela rua e que não são recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). “Nunca vi eles passando por aqui não”, acrescentou sobre a equipe do CCZ. Seu Antônio ainda falou que no bairro teve o caso de uma mulher que teria morrido com suspeita de leishmaniose.

A reportagem do CORREIO tentou entrar em contato por telefone fixo com a HF Engenharia Empreendimentos, que construiu as unidades do residencial, para ouvir a empresa sobre as denuncias dos moradores. No entanto, até o fechamento desta edição não obteve resposta.

Prefeitura diz que está atuando para solucionar problemas

Em nota enviada pela assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Marabá ao CORREIO, foi informado que a Sevop já fez reparos nas principais ruas do bairro. “Infelizmente a demanda nos residenciais é muito grande em função da obra ter sido entregue sem qualquer fiscalização por parte das gestões passadas e ainda ter em contrato mais quatro anos de garantia sobre as obras realizadas”, diz um trecho.

Em relação à limpeza pública, a Ascom repassou que os carros de coleta de lixo atendem normalmente ao residencial, coletando o lixo diariamente. “Quanto à limpeza e roçagem do local, a secretaria de Urbanismo informa que estas áreas estão dentro do cronograma de trabalho, e em função da grande demanda que existe por toda a cidade, as equipes estão se esforçando para atender todas as localidades dentro do prazo estipulado e que o residencial está dentro deste plano de trabalho”, continua.

Com relação ao CCZ, a assessoria disse que está fazendo sempre a vigilância em toda a cidade. “Caso os moradores necessitem de uma visita, basta entrar em contato novamente para que a demanda seja atendida através do telefone (94) 3324-4411”, finaliza o comunicado.

(Nathália Viegas com informações de Josseli Carvalho)

 

 

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