Correio de Carajás

No Carnaval de Marabá, PM intensifica fiscalização e fecha 46 bares

A PM abordou 540 pessoas durante suas operações de Carnaval até agora
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O final de semana de Carnaval foi marcado por uma quietude em Marabá, sendo até considerado “tranquilo” pela Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa), que não registrou intercorrências em relação aos estabelecimentos noturnos. No entanto, a Polícia Militar apresentou um balanço moderado durante a Operação Carnaval 2021, incluindo situações de desobediência aos decretos e desacato à autoridade. Já a Polícia Civil ficou de apresentar seu balanço da operação apenas na quarta-feira (17).

Daniel Soares, coordenador da Divisa, foi procurado pela Reportagem e resumiu o final de semana como calmo, sem agitações promovidas por estabelecimentos noturnos e semelhantes. Levando em consideração os decretos vigentes, nem mesmo os empresários do ramo promoveram eventos privados.

A Divisa realizou 207 fiscalizações em restaurantes, com uma média de 69 por dia até esta segunda-feira. Nos demais estabelecimentos, foram 186, incluindo os bares que são verificados para atestar se estão fechados, resultando em 62 estabelecimentos por dia.

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Com exceção de uma pizzaria no Núcleo Nova Marabá, que chegou a promover uma aglomeração no domingo (14), mas, logo foi esclarecido que o motivo foi a chuva, que fez com que clientes se ajuntassem embaixo das tendas para se abrigar. “Logo foi esclarecido, era uma situação compreensível”, acrescentou Daniel.

Apesar disso, as três equipes da Divisa permanecem em fiscalização nos três principais núcleos: Nova Marabá, Cidade Nova e Marabá Pioneira. Cada equipe é composta por três técnicos do órgão, que fiscalizam no município junto com a Polícia Militar, o Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU), a Polícia Civil, a Guarda Municipal e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).

Se por um lado os estabelecimentos maiores não deram trabalho e respeitaram os decretos, o mesmo já não pode ser dito dos menores. Nos dias 12, 13 e 14 a PM fechou 46 bares que funcionavam em desrespeito às normativas do Estado e Município. Segundo o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), coronel Dayvid Sarah Lima, eles se aproveitam da localização reclusa e da pouca quantidade de clientes para funcionar de forma discreta.

No final de semana, a PM realizou 12 operações distintas, entre elas, algumas visavam a dar cumprimento aos decretos. Um total de 540 pessoas foram abordadas nessas ações e 128 veículos fiscalizados, dentre carros e motocicletas. O coronel deu destaque para os casos de violência doméstica, com o registro de quatro ocorrências durante todo o período.

“Nesta semana, está previsto o início da aplicação de advertência e multa diária de até R$ 50 mil para pessoas jurídicas, a ser duplicada a cada reincidência, e R$ 150 para pessoas físicas – Microempreendedor Individual (MEI), Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP), a ser duplicada a cada reincidência, além de embargo e/ou interdição do estabelecimento. Essas penalidades estão sendo praticadas em Belém e vamos aplicá-las em nossa região”, explica o coronel Dayvid.

DESOBEDIÊNCIA E MORTE…

No sábado (13), durante o plantão da PM, três ocorrências registradas cabem nas fiscalizações de cumprimento aos decretos. Duas delas se deram na Folha 33. A primeira foi uma ação planejada, junto de outros órgãos de segurança do Município e do Estado, às 22 horas, resultando na apresentação de Nilto da Rocha Machado na Delegacia de Polícia Civil, por venda de bebidas alcoólicas fora do horário permitido.

Poucos minutos depois, na Rua das Cacimbas, no Bairro Amapá, houve uma intervenção policial que resultou na morte de Mayano de Oliveira dos Santos, de 27 anos de idade. Segundo a guarnição que atendeu a ocorrência, uma denúncia anônima dava conta de que ele estava armado.

Quando os militares chegaram ao bar e tentaram abordá-lo, o homem reagiu e disparou contra eles. Os policiais revidaram os tiros e Mayano foi baleado. Ele foi socorrido pela guarnição, que o levou até o Hospital Municipal de Marabá (HMM), entretanto, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu. O revólver calibre 38 que ele utilizava foi apresentado na Depol, com cinco munições intactas e uma deflagrada.

Mais tarde, à meia noite e meia, outra guarnição foi acionada por conta de aglomerações na Praça da Folha 33, causadas pela venda de bebidas alcoólicas em um bar próximo. Os militares apresentaram uma mulher, identificada como Danielle, como a responsável pelo incidente. (Zeus Bandeira)

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