Correio de Carajás

Não há escassez de oxigênio no Pará, diz governador

Foto: Marcos Santos
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Após a morte de seis pessoas de uma mesma família, em menos de 24 horas, na cidade de Faro (PA), devido a complicações por covid-19 e falta de oxigênio hospitalar na Unidade Básica de Saúde (UBS) onde foram atendidas, o governo do Pará trabalha para garantir o abastecimento do produto nas cidades paraenses que fazem divisa com o estado do Amazonas.

As mortes ocorreram entre segunda-feira (18) e terça-feira (19). Segundo a secretaria estadual de Saúde Pública (Sespa), já na noite desta segunda-feira, 159 cilindros de oxigênio medicinal foram levados de caminhão para Santarém, de onde foram transferidos para outras cidades do oeste paraense.

Segundo a pasta, o produto já foi distribuído para quatro municípios, entre eles, Faro, que recebeu 20 cilindros. Setenta e nove recipientes foram remanejados para Oriximiná. Já as cidades de Terra Santa e Juruti receberam 30 recipientes cada.

Leia mais:

Ontem (20), o governador Helder Barbalho conversou, por videoconferência, com prefeitos de cidades paraenses que fazem divisa com o Amazonas, estado onde o número de mortes por covid-19 aumentou na semana passada por causa da falta de oxigênio em hospitais públicos e privados. Desde a última segunda-feira (18), seis pacientes com a covid-19 foram transferidos do Amazonas para o Pará, em estado grave. São cinco mulheres e um homem.

Além de ouvir as demandas dos prefeitos do oeste paraense, Barbalho também se reuniu com representantes de empresas que fornecem oxigênio para o Pará. Ele garantiu que não há escassez de oxigênio medicinal no estado.

“Tem leito e há oferta de oxigênio. Não podemos confundir falta de gestão e busca ao produto com escassez. Isso está longe de acontecer”, afirmou Barbalho, atribuindo às prefeituras a responsabilidade de planejar suas ações de forma a não faltar insumos médicos e equipes de profissionais da saúde.

“As prefeituras devem ter planejamento para garantir equipes médicas e suporte de insumos. O governo do estado está à disposição naquilo que nos cabe, mas tive a comunicação de que as empresas que fornecem oxigênio têm condições de atender [à demanda]. Elas dependem das solicitações de cada município”, acrescentou.

Hoje (20), os secretários adjunto da Sespa, Sipriano Ferraz, e o secretário regional de governo do Baixo Amazonas, Henderson Pinto, viajaram para Faro. Eles vão verificar a estrutura hospitalar da região e checar eventuais demandas das autoridades locais.

O governo do estado também pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorização para que o serviço aeromédico possa pousar em Faro a fim de transferir para outras localidades os pacientes que precisarem.

Em nota, a Sespa informou que o fornecimento de oxigênio para o estado é capaz de suprir a demanda de todas as cidades paraenses, e ainda apoiar outros estados, como o Amapá e o Maranhã. Ainda assim, a pasta alertou às secretarias municipais para que estejam atentas à situação.

“Por causa da municipalização da saúde, cada prefeitura é responsável pela manutenção de contratos e aquisição do produto para abastecimento local, cabendo então à gestão estadual a compra e o abastecimento de oxigênio dos hospitais estaduais”, informou a Sespa.

Aveiro

Ainda na divisa com o Amazonas, próximo a Santarém, a prefeitura do município de Aveiro decidiu restringir a circulação de pessoas a fim de tentar conter a disseminação do novo coronavírus e o consequente aumento do número de casos da covid-19.

Decreto assinado pelo prefeito Vilson Gonçalves estabelece toque de recolher na cidade, proibindo o trânsito de pessoas nas vias públicas de todo o município após as 22 horas. Comércios, bares, restaurantes e similares também terão que fechar suas portas a partir deste mesmo horário. Além disso, estão suspensos o funcionamento de espaços desportivos (como academias e escolas de treinamento), as atividades de balneários, clubes e similares e vendas ambulantes.

Quem chegar à cidade após passar por locais classificados como de risco vermelho para o contágio da covid-19 deverá passar ao menos 14 dias em isolamento domiciliar, mesmo que não apresente sintomas da doença. O início das aulas presenciais em estabelecimentos de ensino públicos e privados também está suspensa por tempo indeterminado, de forma que o ano letivo começará por meio de aulas remotas. (Agência Brasil)

Comentários

Mais

Caminhão a serviço do Dnit derruba tanque e VP-8 é parcialmente bloqueada

Caminhão a serviço do Dnit derruba tanque e VP-8 é parcialmente bloqueada

Uma das rotatórias da avenida VP-8 da nova Marabá estava parcialmente isolada nesta manhã de domingo (20), bem perto da…
Presidente do Incra exalta reforma agrária

Presidente do Incra exalta reforma agrária

Presidente do Incra exalta reforma agrária Em seu discurso no evento em Marabá, o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho,…
Começa hoje a vacinação da  população sem prioridade

Começa hoje a vacinação da população sem prioridade

Um mutirão de dois dias vai marcar o momento tão esperado pelos marabaenses: o início da vacinação contra a covid-19…
Dose extra de vacina é insuficiente para imunizar a população

Dose extra de vacina é insuficiente para imunizar a população

A Secretaria Municipal de Saúde de Canaã dos Carajás recebeu do Governo do Estado 3.140 doses de vacina contra o…
Venezuelanos acampados em praça recebem ‘ultimato’

Venezuelanos acampados em praça recebem ‘ultimato’

A administração pública de Parauapebas trabalha para resolver a situação dos indígenas venezuelanos da etnia Warao, que estão acampados há…
Tião Miranda pede que Bolsonaro ajude a duplicar 3 rodovias em Marabá

Tião Miranda pede que Bolsonaro ajude a duplicar 3 rodovias em Marabá

Logo após a execução do Hino Nacional, no Parque de Exposições, nesta sexta-feira, dia 18, o prefeito de Marabá, Tião…