Correio de Carajás

Munduruku e Krahô visitam irmãos Gavião

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Um grupo de 21 indígenas da etnia Munduruku e outros 40 Krahô vieram visitar os parentes Gavião Parkatêjê, em Bom Jesus do Tocantins, esta semana. A intenção, segundo o Kathe Parkatejê, é estreitar a relação entre os povos indígenas, com todos compartilhando elementos de sua cultura, fortalecendo ainda suas lutas em comum.

Akroiarere (Kuia) cacique Parkatêjê disse que a interação entre os povos indígenas é muito relevante e fortalece os laços, fazendo com que cada um valorize ainda mais os conhecimentos que herdaram de seus ancestrais. “Nosso povo tem uma cultura viva, que será mantida e esse é nosso compromisso”, disse ele, em entrevista ao Portal Correio de Carajás.

Kathe explica que os índios Krahô vêm de Goiatins, no Estado do Tocantins, e já têm bastante afinidade com os Gavião Parkatêjê, sendo que periodicamente alguns deles passam férias na aldeia de Bom Jesus do Tocantins.

Leia mais:

Ele revela que os Parkatêjê têm interesse em continuar o trabalho de ajuda aos parentes deixado pelo grande Capitão e cacique Krôhôfrenhum Jõpaipaire, que faleceu em outubro do ano passado, mas deixou um legado de contribuição financeira com outros povos.

Segundo Kathê, no dia 18 de outubro deste ano será realizada uma festa na aldeia para encerrar o luto pela morte do cacique ano passado. Neste dia, haverá corrida da tora grande e último choro pelo falecimento do grande líder. “Desde que o nosso Capitão morreu nunca mais nosso povo se pintou. Após o luto, vamos voltar a pintar nosso corpo e andar assim por todos os lugares”, explica Kathê.

No dia seguinte, 19 de outubro, haverá lançamento do Instituto Krôhôfrenhum, o qual terá a finalidade de ajudar financeiramente parentes de outras etnias que têm dificuldades para se manter.

Leandro Munduruku, filho do cacique Tiago, diz que sua aldeia fica localizada em Itaituba, região oeste do Pará, e que esta é a primeira vez que estão visitando os parentes Parkatêjê. “Estamos muito orgulhosos de vir a este lugar, onde nosso povo está sendo bem tratado desde que chegamos. Aqui é muito frio em relação a nossa região”, revelou ele.

As três comunidades indígenas se confraternizaram esta semana com competições de arco e flecha, corrida de tora, atletismo, futebol, entre outras atividades esportivas e culturais.

Também esta semana, os Parkatêjê receberam a visita dos jovens cineastas Ben Ross e Brittany Neff, da Califórnia, EUA, e ainda do arte-educador Dan Baron, do Projeto Rios de Encontro, de Marabá, com quem o cacique Akroiarere (Kuia) conversou longamente sobre a dificuldade de preservação da Terra Indígena Mãe Maria e a necessidade de atrair ajuda exterior para essa finalidade.  (Ulisses Pompeu)

Um grupo de 21 indígenas da etnia Munduruku e outros 40 Krahô vieram visitar os parentes Gavião Parkatêjê, em Bom Jesus do Tocantins, esta semana. A intenção, segundo o Kathe Parkatejê, é estreitar a relação entre os povos indígenas, com todos compartilhando elementos de sua cultura, fortalecendo ainda suas lutas em comum.

Akroiarere (Kuia) cacique Parkatêjê disse que a interação entre os povos indígenas é muito relevante e fortalece os laços, fazendo com que cada um valorize ainda mais os conhecimentos que herdaram de seus ancestrais. “Nosso povo tem uma cultura viva, que será mantida e esse é nosso compromisso”, disse ele, em entrevista ao Portal Correio de Carajás.

Kathe explica que os índios Krahô vêm de Goiatins, no Estado do Tocantins, e já têm bastante afinidade com os Gavião Parkatêjê, sendo que periodicamente alguns deles passam férias na aldeia de Bom Jesus do Tocantins.

Ele revela que os Parkatêjê têm interesse em continuar o trabalho de ajuda aos parentes deixado pelo grande Capitão e cacique Krôhôfrenhum Jõpaipaire, que faleceu em outubro do ano passado, mas deixou um legado de contribuição financeira com outros povos.

Segundo Kathê, no dia 18 de outubro deste ano será realizada uma festa na aldeia para encerrar o luto pela morte do cacique ano passado. Neste dia, haverá corrida da tora grande e último choro pelo falecimento do grande líder. “Desde que o nosso Capitão morreu nunca mais nosso povo se pintou. Após o luto, vamos voltar a pintar nosso corpo e andar assim por todos os lugares”, explica Kathê.

No dia seguinte, 19 de outubro, haverá lançamento do Instituto Krôhôfrenhum, o qual terá a finalidade de ajudar financeiramente parentes de outras etnias que têm dificuldades para se manter.

Leandro Munduruku, filho do cacique Tiago, diz que sua aldeia fica localizada em Itaituba, região oeste do Pará, e que esta é a primeira vez que estão visitando os parentes Parkatêjê. “Estamos muito orgulhosos de vir a este lugar, onde nosso povo está sendo bem tratado desde que chegamos. Aqui é muito frio em relação a nossa região”, revelou ele.

As três comunidades indígenas se confraternizaram esta semana com competições de arco e flecha, corrida de tora, atletismo, futebol, entre outras atividades esportivas e culturais.

Também esta semana, os Parkatêjê receberam a visita dos jovens cineastas Ben Ross e Brittany Neff, da Califórnia, EUA, e ainda do arte-educador Dan Baron, do Projeto Rios de Encontro, de Marabá, com quem o cacique Akroiarere (Kuia) conversou longamente sobre a dificuldade de preservação da Terra Indígena Mãe Maria e a necessidade de atrair ajuda exterior para essa finalidade.  (Ulisses Pompeu)

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