Correio de Carajás

Mulher pode ter sido vítima de feminicídio

Delegacia da Mulher investiga feminicídio no Laranjeiras
Karina e Wesley em foto recente pareciam estar em paz, mas não estavam/ Foto: Divulgação
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Karina de Sousa Cardoso, de 22 anos, entra para as estatísticas da violência contra a mulher como mais uma vítima de feminicídio em Marabá. O corpo dela foi encontrado na noite desta segunda-feira (16) na quitinete em que ela morava, no número 18 da Rua 31 de Março, Bairro das Laranjeiras (Cidade Nova). O principal suspeito até o momento é o companheiro de Karina, o mecânico Wesley Novaes, que está desaparecido. Ela foi morta com um golpe no pescoço provavelmente de facão.

Pesa contra o acusado o fato de que na noite de domingo (15), Karine e Wesley haviam bebido e tiveram uma briga feia em frente à quitinete em que moravam havia pouco mais de um mês. Vizinhos viram tudo. Aliás, os dois tinham se separado anteriormente por conta de brigas e resolveram voltar a viver juntos recentemente. Este foi o pior e último erro que Karina cometeu.

Depois da briga do casal, fez-se um silêncio na quitinete. E na manhã desta segunda, ela não foi trabalhar no petshop localizado na Avenida Tocantins, Cidade Nova, onde atuava havia três meses. O patrão de Karina, Josivan Rocha, estranhou a ausência da funcionária, ao que não era comum, e passou a telefonar para ela, mas ninguém atendia. Ao olhar o WhatsApp da vítima verificou que a última visualização feita por Karina tinha sido às 23h35 de domingo.

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Corpo da vítima foi encontrado ao lado da cama no quarto do casal/ Foto: Josseli Carvalho

“Ela era uma funcionária excelente, assídua cumpridora de horário”, comenta o patrão, acrescentando que ainda sugeriu à mãe de Karina, que fosse até a quitinete ver o que estava acontecendo, mas esta informou que já havia ido lá e a casa estava fechada.

Ainda segundo Josivan, a mãe da vítima procurou por ela em hospitais e foi até à localidade de Cajazeiras (no município de Itupiranga), onde moram os parentes de Wesley, mas também não a encontrou. Àquela altura, ela já sabia que a filha e o genro haviam se desentendido na noite anterior. E foi somente à noite desta segunda, já por volta das 20h, que ela resolveu dar um jeito de entrar na quitinete, pois todos os locais possíveis onde Karina poderia estar já haviam sido vasculhados.

Quando a porta foi arrombada, a mãe se deparou com a terrível cena que jamais esquecerá: o corpo da filha caído ao lado da cama com um profundo golpe no pescoço, um ato covarde praticado provavelmente pelo homem que deveria ser companheiro dela e não seu algoz.

“Muito triste isso, estou sem acreditar”, comentou Josivan, acrescentando que tinha conhecimento de que o casal brigava muito e que os dois tinham terminado o relacionamento, mas resolveram voltar a morar juntos recentemente.

A reportagem do CORREIO não conseguiu conversar com a mãe de Karina, até porque ela não tinha condição nenhuma de dar qualquer entrevista devido ao estado em que se encontrava.

Por outro lado, a reportagem apurou que, durante o dia, a mãe da Karina ainda telefonou para o celular de Wesley à procura da filha, e ele respondeu que a mulher estava tomando banho, porém mais tarde retornaria o telefonema. Ela já estava era morta.

Uma vizinha do casal comentou que por volta das 18h desta segunda-feira o acusado voltou ao local do crime (como costuma acontecer nas tramas policiais) e lá deixou uma chave e a moto. Depois disso não foi mais visto.

Policiais militares e civis estiveram no local do assassinato ontem junto com o Instituto Médico Legal (IML) tentando colher as primeiras informações que pudessem localizar o acusado. Uma foto dele foi distribuída em grupos de WhatsApp de policiais e também entre moradores da localidade na tentativa de encontrar o mecânico de motos, que de forma covarde destruiu a própria família, pois a vítima deixa um filho ainda pequeno órfão de mãe.

Quanto ao autor do crime, enquanto não for preso, passará a viver escondido – não como um homem – mas como um verme covarde rastejando pelas sombras, à margem da sociedade, pois quem faz isso com uma mãe de família trabalhadora não tem condições de pertencer a uma comunidade. O lugar dele é nada cadeia! (Chagas Filho e Josseli Carvalho)

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