Correio de Carajás

Mudança de padrão assusta e gestão de Parauapebas fala em nova cepa

Mais leitos estão sendo construídos, mas serão entregues apenas em abril. Enquanto isso, taxa de ocupação bate 80%/ Foto: Mateus Cirino
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A Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas não duvida de que a variante do coronavírus inicialmente identificada em Manaus esteja em circulação pelo município. A suspeita ainda não foi confirmada clinicamente, mas o secretário-adjunto de Saúde, Paulo Vilarinhos, acha pouco provável ela não estar circulando.

Um dos motivos é o fato de o Estado do Pará já ter confirmado mais de 10 casos da variante brasileira P1. O outro é o padrão de contaminação que vem sendo observado na cidade. Conforme o secretário-ajunto, há uma paciente de 28 anos, por exemplo, com 80% dos pulmões comprometidos e sem qualquer comorbidade.

“A gente está vendo que essa nova cepa tem uma evolução muito rápida, muito agressiva. A gente não tem provas porque ainda não conseguimos isolar aqui, mas não tem porque pensar que não… se ela tá em Belém, se ela tá em Santarém, tá em Imperatriz e a gente tem contato com esses municípios. Houve um aumento de casos agora e é de se supor que está circulando aqui também”, diz, acrescentando que cresce o número de jovens acometidos.

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Conforme ele, na primeira quinzena de março foi detectada uma aceleração alta no número de casos. “Em fevereiro estávamos com a ordem de 50 casos por dia, logo em março a gente já triplicou isso. Nós estamos com um patamar em ascensão, no número de casos detectados e ocupação de leitos. Nitidamente a gente viu uma mudança no padrão de transmissão”, explica.

Nesta quinta-feira (11) a taxa de ocupação de UTI no Sistema Único de Saúde era de 80% e o mesmo ocorria dentre os leitos particulares. O município está construindo, neste momento, em parceria com Vale e Instituto Acqua, outros 28 leitos, que serão somados aos 40 já existentes, legado da primeira onda da pandemia. A previsão de entrega, entretanto, é para quase um mês, no dia 8 de abril.

Conforme Vilarinhos, no ano passado Parauapebas chegou a ter 100 leitos no Hospital de Campanha, mas a ocupação nunca passou de 70%. “Diante da experiência do ano passado, nós estamos agora preparando o total de 68 leitos e, no curso desse caminho, até a inauguração, a gente vê a dinâmica da transmissão e podemos acionar outros espaços do próprio hospital pra gente realizar a reforma e implantar mais alguma enfermaria de acordo com a necessidade”, disse.

Houve aumento também na busca dos exames por pessoas com sintomas de covid-19. Na UPA estão sendo feitos aproximadamente 200 testes por dia e em cada uma das quatro unidades polo mais 90. “Houve aumento da circulação do vírus no município, as pessoas estão mais preocupadas, vendo o que está acontecendo em outros lugares e aqui não vai ser diferente. É importante que todos se cuidem, que respeitem os decretos e, enquanto não tiver vacina pra todo mundo, que façam a proteção: máscara e distanciamento social”.

Desde o início da pandemia foram registradas 246 mortes em Parauapebas, com taxa abaixo da nacional e da estadual. Para o secretário-adjunto, isso está ligado ao diagnóstico precoce. “É por causa do PCR que nós estamos fazemos e também a experiência de manejo clínico dos casos”.

HOSPITAL DE CAMPANHA

Nesta semana, a Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Parauapebas encaminhou ofício ao secretário municipal de Saúde, Gilberto Laranjeiras, com cópia ao Ministério Público do Estado do Pará, solicitando que seja reaberto o Hospital de Campanha. As atividades do centro de tratamento foram encerradas em setembro de 2020, quando diminuiu o número de pessoas internadas, mesmo diante da anunciada segunda onda de covid-19.

A presidente da entidade, Maura Regina Paulino, encaminhou o documento após reunião com representantes da Secretaria de Saúde. Nesta reunião, foram informados sobre o crescimento do número de casos de internações de pacientes e sobre a taxa de ocupação de leitos, além do pequeno número de vacinas distribuídas para o município, suficiente sequer para imunização dos profissionais de linha de frente.

Conforme a presidente, falou-se também sobre a nova cepa do vírus. “Nós entendemos que o Hospital de Campanha foi prematuramente fechado”, comentou Maura Paulino, em entrevista ao Grupo Correio de Comunicação. (Luciana Marschall e Rayane Pontes)

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