Correio de Carajás

Mototaxistas estão em pé de guerra nos bairros periféricos de Marabá

Agentes do DMTU e polícia têm promovido blitz nos bairros afastados/ Fotos: Josseli Carvalho
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Diante dos inúmeros casos de irregularidades no transporte de passageiros em Marabá, uma ação executada pelo Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU) juntamente com a Associação dos Mototaxistas regulamentados pelo órgão, tem como objetivo coibir a prática clandestinas do transporte através de motocicletas. Cenas viralizaram no último final de semana onde mototaxistas clandestinos avisavam que “aquele ponto” era deles e, em outros vídeos, o DMTU e mototaxistas regulamentados ocupando pontos, antes utilizados somente pelo transportadores irregulares.

O presidente da associação, Antônio Francisco dos Santos, conhecido como Fred, diz que a luta da classe é contra os mototaxistas clandestinos e, informa que o trabalho realizado pelos associados é estar nos quatro cantos da cidade. “Os núcleos mais distantes também têm muita rotatividade. Por exemplo, no São Félix, se você for por lá, vai ver no mínimo umas 20 motos circulando. Temos muito mototaxistas que moram nos núcleos do São Félix e Morada Nova”.

A ação que tenta conter os clandestinos na cidade, além dos agentes de trânsito, conta também com o apoio da Guarda Municipal. O atual presidente do DMTU informa o maior número de mototáxis clandestinos se encontra em bairros mais afastados, como Nossa Senhora da Conceição (coca-cola), Araguaia (fanta), Jardim União, Bom Planalto, além dos núcleos São Félix e Morada Nova.

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“Os mototaxistas ‘laranjinhas’ fazem mais o percurso do centro da cidade e, acabam deixando, os bairros mais distantes sem apoio, o que facilita no trabalho de pessoas que não estão registradas. Só que estamos percebendo também, que o transporte irregular também está nos automóveis. Com a entrada de veículos que trabalham através de aplicativos, percebemos que muitas pessoas estão se aproveitando disso também”.

Clandestinos estariam dominando parte do transporte

Jocenilson explica, que um dos fatores do aumento da clandestinidade foi a falta de fiscalização mais assídua do órgão e por conta da pandemia. “Todos os bairros, estão com essa modalidade. Infelizmente não podemos aceitar isso, vamos fiscalizar e autuar quem estiver exercendo a atividade irregular”.

Uma equipe especializada para coibir essa prática estará trabalhando de forma atuante nas ruas de Marabá, atuando em todos os modais, tanto carros como motos.

A equipe do CORREIO encontrou o mototaxista regulamentado, Edivan Rodrigues, que trabalha há 5 anos, em um ponto que antes era utilizado pelos clandestinos. “Estamos tentando retomar nossos pontos. Esses pontos são nossos, temos autorização legal para rodar na cidade, só que infelizmente, estávamos deixando alguns pontos a mercê dos clandestinos”, fala o trabalhador.

Ele explica que o presidente da associação tomou essa iniciativa, para que a população possa ser atendida por profissionais capacitados, regulamentados e com segurança. “Estamos aqui nesses pontos e não iremos mais sair. Agora é definitivo”.

Ontem, os “laranjinhas”, legalizados, montavam campana numa comunidade

Clandestinos

Conversamos com dois mototaxistas clandestinos, trabalhando nos bairros Nossa Senhora da Conceição e Araguaia. Eles explicaram que desde o surgimento do bairro, atuam naquela área, mesmo quando todas as vias eram só lama e buracos. “Agora os companheiros que são cadastrados no DMTU, que nem vinham aqui, estão brigando com a gente. Chegava só até a pista e largava o passageiro”, explica, sem querer ser identificado.

Ele afirma que o trabalho na área já é algo de confiança entre os moradores, que tem como passageiros, por exemplo, idosos e donas de casa, que precisam ir ao banco, ao supermercado. “Nós esperamos, levamos de volta para suas casas, ajudamos com as compras. Já conhecemos todos os moradores, trabalhamos de forma correta, só não estamos regularizados”.

De acordo com eles, mototaxistas foram até o local e fizeram ameaças, inclusive de querer as motos utilizadas por eles. “Só queremos trabalhar. Temos filhos e casa para sustentar e, infelizmente, não temos outro meio para trabalhar. Estou com 56 anos e ninguém mais emprega gente com essa idade que estou”, explica outro mototaxista clandestino.

Preferindo esconder a identidade por temer represálias, eles afirmam que os dois bairros têm cerca de 50 mototaxistas atuando de forma irregular. “Somos muitos pais de família. Não somos bandidos, só estamos trabalhando.  E aqui a população não vai querer andar com os laranjinhas”, fala outro. (Ana Mangas, com informações de Josseli Carvalho)

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