Correio de Carajás

Morto em frente à barreira fiscal

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No final da tarde desta quarta-feira (30), a famigerada dupla da moto preta (que podem ser várias) voltou a atacar na cidade. Desta vez, a vítima foi Daysom Santos dos Santos, de 19 anos. Ele pilotava uma moto POP-100, quando foi alcançado pelos seus algozes, que estavam em uma Bros. Eles emparelharam e tiraram a vida do rapaz. Chama atenção neste caso a audácia dos pistoleiros, que praticaram a execução em plena luz do dia em frente ao posto da SEFA, na cabeceira da ponte rodoferroviária do Rio Tocantins, durante horário de grande fluxo de veículos.

Primeira autoridade a chegar ao local, o tenente Carlos Alex Valino, da Polícia Militar, informou que a vítima já teve passagens pela polícia sob acusação de tráfico de drogas. Embora o policial não tenha dito isso de forma expressa, a declaração dá a entender que a causa da morte pode ter sido acerto de contas em relação ao tráfico de drogas na área da Folha 1 e adjacências.

Ainda de acordo com o oficial da Polícia Militar, as informações preliminares colhidas ali mesmo no local são de que os matadores emparelharam com a motoneta da vítima, desferiram vários disparos e depois retornaram na direção da Nova Marabá.

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Valino observa que, apesar de todas as operações dos órgãos de segurança pública, ainda existem criminosos audaciosos que em plena luz do dia cometem esse tipo de ato.

Usando dados do Fórum Nacional de Segurança Pública, tenente Valino alerta que os jovens que se envolvem no mundo do crime costumam viver em média apenas 25 anos. No caso de Daysom, ele nem tinha 20 anos completos.

“Quanto mais jovens as pessoas entram nesse mundo, mais cedo ficam pelo caminho”, adverte o militar, acrescentando que aqueles que não morrem jovens, ficam presos entre 10 e 20 anos.

Para ele, o mundo do crime é um caminho que tem volta, caso a pessoa queira se ressocializar, mas isso tem que partir da própria pessoa. “Se quiser continuar sendo vida louca e continuar cometendo crimes, roubando, matando, traficando, infelizmente isso acaba acontecendo”, acrescenta o policial.

Pouco tempo depois que Daysom foi baleado, familiares dele – inclusive a mãe – chegaram ao local e prantearam bastante sobre o corpo inerte do rapaz, que ainda iria completar 20 anos no dia 30 de setembro próximo, mas perdeu a vida de forma trágica. (Chagas Filho com informações de Evangelista Rocha)

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