Ao Metrópoles, o professor de geriatria na Afya Goiânia afirma que a ciência já demonstra que não é necessário começar a prática de atividade física com metas exageradas, especialmente entre os idosos.
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“Os benefícios já começam a aparecer com volumes menores do que os usuais. Alguns estudos apontam que caminhar entre 6 mil e 8 mil passos por dia está associado a uma redução significativa da mortalidade e do risco de eventos cardiovasculares.”
Combinações ideais
De acordo com Marco Aurélio, as diretrizes atuais recomendam que idosos caminhem pelo menos 150 minutos por semana em intensidade moderada. “Isso significa uma caminhada em ritmo mais acelerado, em que a pessoa já não consegue conversar com facilidade enquanto se exercita”, afirma.
O especialista ressalta, no entanto, que a caminhada não é suficiente para prevenir a sarcopenia.
“Durante o envelhecimento, a perda de massa muscular é um processo natural. Por isso, o ideal é combinar a caminhada com exercícios de força, como musculação, atividades com elásticos ou exercícios funcionais, realizados de duas a três vezes por semana”, orienta o médico.
Dicas, frequência e intensidade ideais da caminhada
Para quem está começando a praticar atividade física depois dos 70 anos, a regra, segundo o geriatra Marco Aurélio Nascimento, é simples: começar devagar, progredir devagar e manter a constância.
“Nesse momento, a direção é mais importante do que a velocidade. É melhor criar o hábito e evoluir aos poucos do que tentar atingir o limite logo no início.”
Segundo ele, uma estratégia prática é iniciar com caminhadas de 10 a 15 minutos, três vezes por semana, em um ritmo confortável e com um calçado adequado. Aos poucos, o tempo pode ser ampliado para 20 ou 30 minutos, até chegar, se possível, a cinco dias por semana.
“Passear com o cachorro ou caminhar observando a paisagem é prazeroso e faz bem, mas, para obter benefícios cardiovasculares e metabólicos, é preciso manter um ritmo contínuo e um pouco mais acelerado“, orienta.
Sinais de alerta
Marco Aurélio também alerta que qualquer sintoma diferente, como dor no peito, falta de ar, tontura, desequilíbrio ou dor intensa nas pernas durante a atividade, deve ser comunicado ao médico. “Se possível, o ideal é que a prática seja iniciada após uma avaliação médica e acompanhada por um fisioterapeuta ou educador físico.”
Por fim, o médico reforça que a caminhada deve ser associada a exercícios de fortalecimento muscular.
“Depois dos 70 anos, a atividade física não é apenas um exercício: é uma das melhores formas de proteger o futuro, preservar a independência e manter uma vida ativa e com qualidade”, conclui.
(Metrópoles)