Correio de Carajás

Marabaense pede mais saúde e volta da vida normal em 2021

Ano foi totalmente pautado pela pandemia e restrições sociais/ Fotos: Josseli Carvalho
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No que depender da expectativa do cidadão marabaense, o ano que se aproxima será de prosperidade, sobretudo na saúde, após um 2020 que foi totalmente pautado pela pandemia e por limitações da convivência social. O CORREIO foi às ruas escutar pessoas de diferentes ocupações e classes sociais para saber delas o que esperam para os próximos 365 dias. Como em uníssono, todos os entrevistados pela Reportagem mencionaram as dificuldades enfrentadas durante a pandemia da covid-19, com a perda de empregos e vidas de entes queridos, mas agradeceram pela oportunidade de estarem vivos. Também registraram suas posições sobre o que acreditam ser o papel dos representantes escolhidos pelo povo nas eleições.

Os entrevistados aguardam ansiosos, pela quantidade de vezes que tocaram no tema, o início da imunização contra a doença, que ainda difunde os seus efeitos na vida em sociedade. A esse respeito, diversos países já estão vacinando os seus cidadãos, enquanto o Brasil trava uma disputa interna pela verificação de vacinas junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quatro imunizantes já foram testadas no país e aguardam aprovação por parte da reguladora, quais sejam: CoronaVac, Pfizer, Oxford/AstraZeneca e Janssen-Cilag.

Ao longo das entrevistas, o fato de que quase todos já estão transitando pela cidade despreocupados, sem o uso de máscara e nenhuma lembrança à higienização com álcool em gel, chamou atenção. Dos dez ouvidos pelo repórter, apenas três seguiam o caminho da prevenção. Talvez isso se deva à proximidade do calendário de vacinação, previsto pelo Ministério da Saúde para começar em 20 de janeiro, mas o cansaço das pessoas de meses portando ao rosto o acessório que virou peça de uniforme não pode ser desconsiderado.

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Na esteira de um ano marcado por escolhas, milhares de munícipes também foram às urnas e depositaram o voto para a eleição de representantes nas esferas de poder constituídas. A outorga de um novo mandato ao atual prefeito e a renovação de metade da Câmara Municipal foram os resultados de um pleito surpreendente. Os entrevistados cobraram serviço dedicado dos políticos nos próximos quatro anos.

Veja o que disseram alguns dos entrevistados:

  • A vendedora Ana Cristina do Nascimento, de máscara, deseja que 2021 seja um ano de sucesso e prosperidade. No campo político, ela pede que os eleitos honrem os votos que receberam no pleito. “Que 2021 seja um ano melhor que 2020, eu tenho esperança nisso. Que as pessoas consigam dar a volta por cima. Sucesso e prosperidade. Na política, eu espero que os eleitos olhem mesmo pelo povo. Que os nossos representantes eleitos façam valer os votos que receberam”.
Ana Cristina: deseja volta por cima
  • Para Damião Soledade dos Santos, que é professor da rede municipal de ensino e servidor da Emater, 2021 só começará de fato quando da chegada de uma vacina eficaz contra a covid-19. “Que nós tenhamos um ano com mais saúde. Só poderemos considerar um novo ano quando uma vacina finalmente chegar, mas enquanto isso não acontece, ainda estaremos vivendo no ocaso de 2020. Então este ano em breve será só o estigma de um passado de dor e lamento, quando já teremos superado as crises sanitária e econômica que se abateram sobre nós. Eu desejo a volta à normalidade dos serviços, principalmente a educação presencial. Na política, que o prefeito possa ter um segundo mandato continuando os trabalhos. Que os políticos façam valer a pena os votos recebidos”.
Damião, professor: espera chegada da vacina
  • Edio Gomes Dourado, mecânico de máquinas pesadas, aposta todas as suas fichas em um ano de prosperidade, com as pessoas conquistando o que almejam para as suas vidas. Ele perdeu o pai de 56 anos para a doença recentemente. “Quero muito que as pessoas superem este tempo triste e conquistem algo melhor na vida. Todo mundo perdeu algum ente querido em 2020 ou deu de cara com a porta, fechada, na busca por oportunidades. Eu perdi meu pai e não desejo isso para ninguém. Fiquei muito abalado. Então temos de ter fé e acreditar que a união faz a força. Sobre a política, que os corruptos tomem vergonha na cara e comecem a mostrar serviço. Precisamos de mais saúde e educação, que são os alicerces de um país desenvolvido”.
Edio Dourado: aposta fichas em prosperidade

  • O artesão Francivaldo Marques, que atua no ramo há 22 anos, foi na contramão dos demais entrevistados e reivindicou a manutenção do status quo – manter as coisas como estão – no próximo ano. Sua atividade está ligada ao agronegócio. “Espero que 2021 seja uma continuação aprimorada de 2021, porque na minha área este ano foi de muito progresso. Não tenho queixas sobre 2020, porque o nosso mercado se manteve equilibrado durante a crise. O agronegócio não parou um só instante, diferentemente do comércio em geral. Quanto à questão política, espero que os eleitos coloquem a cidade em primeiro plano”.
Francivaldo: manter o estado das coisas
  • Já o jovem Iago Lima Souza, que trabalha n’O Boticário da Cidade Nova, quer que em 2021 não falte emprego. Ele também teceu dura crítica aos políticos. “Desejo muita paz, dinheiro e felicidade. Que não falte emprego em nossa cidade, porque o trabalho é a riqueza do homem. Temos que acreditar em dias melhores. A positividade é que nos faz seguir em frente. E na política, eu quero mais é que [os políticos] se explodam. Tem que haver uma dedetização tanto na cidade quanto no estado. A roubalheira está demais”.
O jovem Iago Souza quer geração de emprego

  • Valdeci de Jesus Alves, vendedor ambulante na Praça São Francisco, na Cidade Nova, pede a bênção de Deus para o novo ano. “Peço a Deus que provenha um abençoado 2021 para todos nós. Que essa pandemia acabe o mais rápido possível e a vida volte ao que era antes. Sobre a política, haja vista que elegemos prefeito e vereadores, espero que possam trabalhar pelos necessitados. Em linhas gerais, desejo um ano de paz e felicidade para todos”.
Valdeci, ambulante: Deus acima de tudo
  • Josué Veras de Araújo, mecânico de moto, diz acreditar em vitória sobre a pandemia. Ele deseja um ano com menos violência. “Espero que essa pandemia passe e logo venha a prosperidade e a paz que tanto almejamos. Que a violência desenfreada que aterroriza os cidadãos seja amenizada por meio de políticas públicas efetivas. Temos que manter a confiança de que dias melhores nos aguardam. E desejo que os nossos vereadores mantenham o foco, fiscalizando o prefeito para que este governe em prol do bem coletivo”.
Josué, mecânico: pandemia será superada
  • O taxista Leonardo de Souza Santos está há 12 anos em atividade e tem ponto na Praça da Cidade Nova. Ele já foi direto ao ponto e, lançando mão de cumprimentos ao prefeito, pediu a ordenação do sistema de transporte municipal. “Espero que você, Tião Miranda, possa solucionar o problema do transporte em Marabá no próximo ano. A população está sofrendo por falta de ônibus. As pessoas estão à mercê de aplicativos e lotação. Quero que essa situação mude. Assim, as pessoas ficarão mais felizes”.
Leonardo, taxista: quer transporte organizado
  • O caminhoneiro Marcelo Silva Lima, que trabalha em uma transportadora de combustível, deseja um ano de recuperação econômica e avanços. “Eu quero que a economia seja recuperada, e a saúde, melhorada. Também temos que pedir mais pavimentação na cidade. Asfalto é sempre bom. O ano que se aproxima será melhor que este. É preciso avançar. Muita paz, sucesso, saúde e sabedoria. É isso que eu desejo”.
Marcelo Silva, caminhoneiro: clama por recuperação econômica
  • Outro bastante animado com o ano que se avizinha é o ambulante Rafael Mota. “Trabalho define o que eu desejo para 2021. A pandemia passará e nós seguiremos aqui lutando pela sobrevivência. Por isso, eu espero que muitas vagas de emprego sejam abertas as pessoas. Espero que novas empresas cheguem à cidade e ofereçam um tempo de prosperidade. Na política, ainda tenho esperança no fim da corrupção. A esperança é a última que morre”.
Rafael Mota confia na chegada de empresas à cidade

(Da Redação, com Josseli Carvalho)

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