Junior: “As pessoas poderão conhecer o trabalho dos profissionais”
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Com a popularização da tatuagem em Marabá cresce também o interesse sobre o assunto, tanto de quem já estampou um desenho ou frase na pele como de quem tem vontade ou mera curiosidade sobre o assunto. Em setembro, o público da cidade e região poderá se aproximar um pouco mais da arte e ver de perto como funciona uma sessão de tatuagem durante o 1º Carajás Fest Tattoo.

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Organizado pelos tatuadores Junior Santos, do estúdio Oficina Tattoo, e Ronny Tattoo, de Belém, o evento acontece na Maçonaria da Marabá Pioneira e atrai profissionais de vários estados. “É uma feira que trabalha com competição a nível nacional, virão tatuadores de outros estados e de outras cidades paraenses”, explica.

Segundo o tatuador, a intenção é diminuir o misticismo da população local sobre a prática. “Ainda tem preconceito grande. Muita gente acha que tatuagem é coisa de vagabundo, que é pecado, enquanto é uma expressão artísticas”, explica o organizador.

Conforme ele, todo tatuador em Marabá sente este preconceito, assim como quem procura ser tatuado. “Tem também a questão ligada a tipos e formatos de tatuagens, que costuma ser algo regional. Belém, por exemplo, tem a lenda de que tatuar carpa é coisa de vagabundo, o que já muda para Marabá, onde tenho clientes ligados à segurança pública que tatuam este desenho. A gente tem clientes em vários setores sociais, já conheci juiz com 70% do corpo fechado”.

Após 14 anos vivendo na cidade, entretanto, avalia que esta realidade vem mudando. “Sou de Belém e quando cheguei, no auge do minério, era bem mais complicado.

O evento acontece entre nos dias 6, e 8 e a primeira data é fechada aos tatuadores, para quem será ofertado workshop por Gil Pereira, de Fortaleza. Nos dois dias seguintes a festa é aberta ao público e é quando ocorrem as competições entre os profissionais, em 16 diferentes categorias.

A entrada custa R$ 5 mais dois quilos de alimento não perecível ou material geriátrico. Os produtos arrecadados serão revertidos em doação ao Lar São Vicente de Paulo, que abriga idosos carentes em Marabá. Além de ver tatuagens sendo feitas em tempo real, o público terá acesso a shows de bandas e Djs em uma espécie de casa noturna que será montada no local. O evento será aberto a partir das 9 horas.

“Haverá apresentações em estilos de reggae, rock, estilos ligados à cultura da tatuagem e até o final de mês de agosto será divulgada a agenda de apresentações”, informa Junior, acrescentando que se pretende atrair diferentes tribos que se manifestam por meio da tatuagem.

Como jurados da competição participam os profissionais Gil Pereira, de Fortaleza, Mizael Tattoo, de São Luis, e Alex Leitones, de São Paulo. “As pessoas poderão conhecer o trabalho dos profissionais que fazem a competição durante esses dois dias e em Marabá haverá três dos melhores em diferentes estilos. Os profissionais que quiserem participar e aprender mais é a hora”.

Junior destaca que o evento é voltado à valorização da identidade local, desde o nome escolhido até a construção visual. “Queremos fomentar a cultura local, de Marabá. O nome do evento faz referência à região e o troféu é uma índia Xikrin, metade carne, metade osso, sendo feito por um artista aqui de Marabá, o Bosco. São elementos regionais que trouxemos, no máximo possível, para trazer a identidade daqui para o evento”.

Antes mesmo de ocorrer o festival de 2019, o organizador já pensa além e planeja o do próximo ano, demonstrando querer enraizar o evento na cidade. “O de 2020 já está sendo planejado em tamanho maior, no Cento de Convenções, quem sabe até com atração nacional porque a feira será separada da área de shows”, diz.

Os interessados em participar do workshop podem entrar em contato pelo número (91) 98118 1973 e falar com Ronny. Mais informações nas páginas do evento, no Facebook   e no Youtube . (Luciana Marschall)

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