Correio de Carajás

Mães de crianças alérgicas à proteína do leite pedem apoio

Um grupo de mulheres esteve ontem, terça-feira (19), na sessão da Câmara Municipal de Parauapebas (CMP) para pedir apoio dos vereadores ao projeto que regulariza a distribuição da fórmula para as crianças que têm alergia à proteína do leite, mais conhecida como APVL.

De acordo com as mulheres, desde janeiro deste ano está suspensa a distribuição e, com isso, mais de 60 crianças estariam com a saúde comprometida por estar ingerindo outras substâncias, como o leite de soja e água de arroz, que não são adequadas para elas.

Segundo o grupo de mães, a distribuição da fórmula para portadores de APVL é garantido através de programa do Ministério da Saúde, mas em Parauapebas não estaria sendo regular, por isso elas pedem aos vereadores que façam um projeto garantido a distribuição mensal para quem precisa.

Leia mais:

No ano passado elas enfrentaram problemas, mas entraram com ação junto ao Ministério Público e a distribuição foi normalizada. Em dezembro, no entanto, ao findar o governo, novamente a distribuição foi suspensa e desde então elas estão aguardando que a situação seja regularizada.

Algumas mães conseguiram a fórmula que, dependendo da marca, pode custar mais de R$ 200 a lata, por ordem do Ministério Público. De acordo com as mulheres, se a situação não se normalizar, elas irão novamente entrar com ação conjunta no MPPA, alegando haver crianças com o quadro de saúde bastante comprometido.

Uma delas é Paulo Guilherme, de apenas 2 anos de idade. Segundo a mãe, Luciana Santos, desde os três meses de vida que Guilherme precisa da fórmula. Como o produto é caro, a família não tem condições de comprar todo mês as latas da fórmula e, agora, vive situação ainda mais difícil porque o marido dela está desempregado.

Desesperada, vendo o filho com fome, ela decidiu dar leite de soja, mas o menino desenvolveu sérias complicações. “Meu filho, com dois anos, foi diagnosticado com esofagite aguda. Isso de tanto ele ter problema de refluxo por não estar tomando a fórmula como deveria”, diz.

Ela afirma que sua vida é um desafio diário por conta da doença do filho. Trabalhando em um supermercado, ela conta com ajuda de amigos e parentes para comprar a fórmula. “É o jeito pedir ajudar. Eu não tenho condições de comprar e se meu filho não tomar a fórmula, ele passa muito mal”, detalha.

Luciana ressalta que esses problemas alérgicos, causados pela ingestão de alimentos não adequados, acarreta em outros problemas e vai agravando o estado de saúde das crianças. “Essa fórmula é alimento. Precisa ser distribuído de formula regular porque a gente ainda não consegue, com ajuda dos parentes e amigos, comprar. E outras pessoas, em situação financeira pior que a nossa? Tem criança em estado crítico de desnutrição”, denuncia, dizendo que apenas no grupo de mães do qual faz parte são 67 crianças nesta situação, mas há muito mais casos no município.

Outra mãe que luta para que o programa seja regularizado no município, é Andreia Lima. O filho dela está com dois meses e precisa se alimentar com a fórmula. “Eu tenho pouco leite e preciso fazer uma dieta muito rígida para poder amamentá-lo e não tenho como seguir porque estou desempregada e tenho que comer o que tem em casa”, argumenta.

A alergia à proteína do leite de vaca é uma reação alérgica às proteínas presentes no leite de vaca ou em seus derivados, como queijo, iogurte ou outros alimentos que contêm leite. Esta é a mais frequente das alergias alimentares e estima-se que ocorra em 2,2% das crianças nos primeiros anos de vida.

A causa da APLV não é totalmente definida, uma vez que diversos fatores podem contribuir para o seu surgimento, tais como: contato com o alérgeno alimentar (o intestino das crianças é imaturo e a ingestão das proteínas do leite pode iniciar um processo de inflamação); predisposição genética (cerca de dois terços das crianças com APLV têm casos de alergia em familiares do primeiro grau); crianças que passam por excessivos cuidados em relação à higiene tem pouco contato com agentes infecciosos, o que altera o desenvolvimento do sistema imunológico e pode aumentar a susceptibilidade a doenças alérgicas; e etnia e mudanças na dieta são outras causas que também podem se associar ao desenvolvimento da alergia.

 

Prefeitura diz que já abriu licitação para aquisição da fórmula

 

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da Coordenação de Saúde Alimentar e Nutricional, informou que está com licitação em andamento para aquisição da formula. Veja a nota, na íntegra:

“A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da Coordenação de Saúde Alimentar e Nutricional, informa que os usuários atualmente não estão recebendo as fórmulas infantis, pois a licitação do produto encontra-se em andamento. A Semsa acredita que tão logo esse processo seja concluído, o fornecimento retornará à sua normalidade”. (Tina Santos)

Um grupo de mulheres esteve ontem, terça-feira (19), na sessão da Câmara Municipal de Parauapebas (CMP) para pedir apoio dos vereadores ao projeto que regulariza a distribuição da fórmula para as crianças que têm alergia à proteína do leite, mais conhecida como APVL.

De acordo com as mulheres, desde janeiro deste ano está suspensa a distribuição e, com isso, mais de 60 crianças estariam com a saúde comprometida por estar ingerindo outras substâncias, como o leite de soja e água de arroz, que não são adequadas para elas.

Segundo o grupo de mães, a distribuição da fórmula para portadores de APVL é garantido através de programa do Ministério da Saúde, mas em Parauapebas não estaria sendo regular, por isso elas pedem aos vereadores que façam um projeto garantido a distribuição mensal para quem precisa.

No ano passado elas enfrentaram problemas, mas entraram com ação junto ao Ministério Público e a distribuição foi normalizada. Em dezembro, no entanto, ao findar o governo, novamente a distribuição foi suspensa e desde então elas estão aguardando que a situação seja regularizada.

Algumas mães conseguiram a fórmula que, dependendo da marca, pode custar mais de R$ 200 a lata, por ordem do Ministério Público. De acordo com as mulheres, se a situação não se normalizar, elas irão novamente entrar com ação conjunta no MPPA, alegando haver crianças com o quadro de saúde bastante comprometido.

Uma delas é Paulo Guilherme, de apenas 2 anos de idade. Segundo a mãe, Luciana Santos, desde os três meses de vida que Guilherme precisa da fórmula. Como o produto é caro, a família não tem condições de comprar todo mês as latas da fórmula e, agora, vive situação ainda mais difícil porque o marido dela está desempregado.

Desesperada, vendo o filho com fome, ela decidiu dar leite de soja, mas o menino desenvolveu sérias complicações. “Meu filho, com dois anos, foi diagnosticado com esofagite aguda. Isso de tanto ele ter problema de refluxo por não estar tomando a fórmula como deveria”, diz.

Ela afirma que sua vida é um desafio diário por conta da doença do filho. Trabalhando em um supermercado, ela conta com ajuda de amigos e parentes para comprar a fórmula. “É o jeito pedir ajudar. Eu não tenho condições de comprar e se meu filho não tomar a fórmula, ele passa muito mal”, detalha.

Luciana ressalta que esses problemas alérgicos, causados pela ingestão de alimentos não adequados, acarreta em outros problemas e vai agravando o estado de saúde das crianças. “Essa fórmula é alimento. Precisa ser distribuído de formula regular porque a gente ainda não consegue, com ajuda dos parentes e amigos, comprar. E outras pessoas, em situação financeira pior que a nossa? Tem criança em estado crítico de desnutrição”, denuncia, dizendo que apenas no grupo de mães do qual faz parte são 67 crianças nesta situação, mas há muito mais casos no município.

Outra mãe que luta para que o programa seja regularizado no município, é Andreia Lima. O filho dela está com dois meses e precisa se alimentar com a fórmula. “Eu tenho pouco leite e preciso fazer uma dieta muito rígida para poder amamentá-lo e não tenho como seguir porque estou desempregada e tenho que comer o que tem em casa”, argumenta.

A alergia à proteína do leite de vaca é uma reação alérgica às proteínas presentes no leite de vaca ou em seus derivados, como queijo, iogurte ou outros alimentos que contêm leite. Esta é a mais frequente das alergias alimentares e estima-se que ocorra em 2,2% das crianças nos primeiros anos de vida.

A causa da APLV não é totalmente definida, uma vez que diversos fatores podem contribuir para o seu surgimento, tais como: contato com o alérgeno alimentar (o intestino das crianças é imaturo e a ingestão das proteínas do leite pode iniciar um processo de inflamação); predisposição genética (cerca de dois terços das crianças com APLV têm casos de alergia em familiares do primeiro grau); crianças que passam por excessivos cuidados em relação à higiene tem pouco contato com agentes infecciosos, o que altera o desenvolvimento do sistema imunológico e pode aumentar a susceptibilidade a doenças alérgicas; e etnia e mudanças na dieta são outras causas que também podem se associar ao desenvolvimento da alergia.

 

Prefeitura diz que já abriu licitação para aquisição da fórmula

 

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da Coordenação de Saúde Alimentar e Nutricional, informou que está com licitação em andamento para aquisição da formula. Veja a nota, na íntegra:

“A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da Coordenação de Saúde Alimentar e Nutricional, informa que os usuários atualmente não estão recebendo as fórmulas infantis, pois a licitação do produto encontra-se em andamento. A Semsa acredita que tão logo esse processo seja concluído, o fornecimento retornará à sua normalidade”. (Tina Santos)

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