Correio de Carajás

Mãe paga promessa na corda por filha grávida curada de hemorragia

De braços cruzados, Maria José Barbosa acompanha a procissão segurando na corda e pés descalços
De braços cruzados, Maria José Barbosa acompanha a procissão segurando na corda e pés descalços. (Foto: Bianca Levy)

CÍRIO 2019

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E as história de romeiros que pagam promessa durante o Círio de Nazaré em Marabá, não param. Por volta de 9h30 a berlinda com a imagem de Nossa Senhora entrou na VP-8, conduzindo milhares de fiéis. Várias pessoas testemunham as graças que receberam.

Maria José Barbosa, 48 anos de idade, foi pagar promessa por uma filha que teve gravidez com hemorragia. “Fiz voto à Nossa Senhora para que se ela tivesse o filho no tempo certo, eu iria participar da procissão descalça como estou hoje, segurando a corda. Deu tudo certo e amanhã (segunda-feira dia 21) completam os nove meses de gravidez. A hemorragia foi curada e estamos felizes e agradecidos”.

Nos braços do pai, Maria Vitória paga promessa desde o primeiro ano de vida. (Foto: Bianca Levy).

Werley Pinto Leão, 42, servidor público, e a esposa Márcia Elizabete, 46, recepcionista, foram com a filha Maria Vitória da Costa Leão vestida de anjo para a procissão do Círio de Marabá. O pai conta que a menina nasceu de sete meses, ficou 30 dias na UTI e neste período fez promessa que, se a menina sobrevivesse, nos três primeiros anos de sua vida ela iria participar da romaria vestida de anjo. “Mas esperamos que ela continue essa reverência a Nossa Senhora para a vida toda. Todos os anos ela (Vitória) tem ido até o fim e isso nos orgulha muito”, diz a mãe.

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Terezinha de Jesus, de 65 anos de idade, é devota de Nossa Senhora de Nazaré desde que morava em Belém. Há 30 anos ela está em Marabá e desde então participa do Círio de Nazaré, sempre descalça. O sacrifício é pelas graças alcançadas durante três décadas e pretende continuar enquanto tiver condições físicas.

“Pra mim não é sacrifício. Eu faço de todo o coração para minha mãezinha. Quando chego ao Santuário, na Folha 16, e a procissão acaba, vou embora de alma limpa, livre de todas as coisas ruins que eu faço”, avalia ela. Aos 68 anos de idade, Raimundo Alves da Silva tornou-se guarda da Santa há um ano e mantém-se firme ao lado da berlinda, protegendo para que não haja atropela durante o traslado. “Foi ela que me chamou e estou muito feliz por isso. Nossa mãe tem um carinho por nós, seus filhos”, diz ele. (Bianca Levy e Fabiane Barbosa)

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