Correio de Carajás

Linfomas II

Coluna Dr. Nagilson

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Nagilson Amoury

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     Linfoma é um termo genérico que não se aplica a apenas uma doença, mas sim a um grupo de várias doenças. A estimativa de registro de 14.670 novos casos no Brasil em 2021 (8.170 entre homens e 6.500 em mulheres) chama a atenção para o linfoma, tipo de câncer que acomete o sistema linfático, principal responsável pela defesa do organismo.

      Segundo o Dr. Ricardo Bigni, chefe da Seção de Hematologia do Instituto Nacional de Câncer (INCA), apesar de não ser possível explicar o porquê de não ter uma relação direta, existe um perfil de pessoas com maior predisposição. Esse perfil leva em conta: idade, histórico familiar, exposição a produtos químicos, deficiência no sistema imunológico, doenças autoimunes, infecções e implantes mamários.

       A busca pela classificação ideal dos linfomas sempre foi grande fonte de frustração para os patologistas, devido a heterogeneidade de subtipos histológicos existentes. E também para os clínicos que, baseados na classificação morfológica e na classificação biológica do tumor, tentavam prever o prognóstico e planejar o tratamento do paciente.

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       Atualmente o cenário mudou, pois muito se descobriu a respeito das características imunológica, citogenéticas e da biologia molecular desses tumores, resultando no reconhecimento de novas categorias e refinamento de outras previamente reconhecidas.

      De forma bem ampla, podemos classificar a doença linfoma em duas categorias diferentes: os linfomas de Hodgkin e os linfomas não-Hodgkin. Cada categoria abrange inúmeros outros subtipos de linfomas mais específicos ainda, com comportamentos biológicos e prognósticos diferentes.

      A diferença entre o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin está nas características das células malignas. Geralmente as células do linfoma de Hodgkin sofrem diversas transformações e se tornam muito diferentes das células do sistema linfático original. Enquanto que as células do linfoma não Hodgkin sofrem transformação maligna, mas preservam algumas características.

       O linfoma de Hodgkin representa 12% dos casos de linfomas e é distinto de outros tipos de linfoma pela presença de um tipo característico de célula grande, chamada célula de Reed-Sternberg que são linfócitos cancerosos grandes com mais de um núcleo.

      A doença de Hodgkin pode ocorrer em qualquer faixa etária. No entanto, é mais comum no adulto jovem, dos 15 aos 40 anos, atingindo maior frequência entre 25 a 30 anos. O local mais comum de envolvimento é o tórax, na região denominada de mediastino.

      A incidência de novos casos permaneceu estável nas últimas cinco décadas, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% desde o início dos anos 70 devido aos avanços no tratamento. A maioria dos pacientes com Doença de Hodgkin pode ser curada com o tratamento atual.

      O linfoma não Hodgkin é mais comum e apresenta mais de 40 subtipos, sendo os mais comuns: o linfoma difuso de grandes células B (linfoma agressivo) e o linfoma folicular (linfoma indolente). Os linfomas indolentes crescem lentamente ao longo dos anos e podem conviver com o paciente por anos. No entanto, sua cura é difícil, pois as células não respondem bem à quimioterapia.

       Os linfomas agressivos se desenvolvem rapidamente e, se não tratados a tempo, podem levar a óbito em meses. Porém, nos agressivos, as células respondem bem à quimioterapia, podendo haver, se identificado precocemente, chances de cura.

      Os linfomas não Hodgkin são neoplasias malignas, originárias dos gânglios ou linfonodos. Entre os linfomas, é o tipo mais incidente na infância. Por razões ainda desconhecidas, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.

      De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), aproximadamente 4 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de linfomas no Brasil. A principal causa das mortes é justamente o desconhecimento sobre esta doença que, caso seja diagnosticada antecipadamente, apresenta elevado índice de cura.

      De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), aproximadamente 4 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de linfomas no Brasil. A principal causa das mortes é justamente o desconhecimento sobre esta doença que, caso seja diagnosticada antecipadamente, apresenta elevado índice de cura.

* O autor é especialista em cirurgia geral e saúde digestiva.

        

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