A marabaense Elisa Neves ministrou oficina com a coordenação de “Brave Kids’, em Wroclaw, na Polônia.
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Em resposta à noticia de realização de uma audiência pública para ouvir a comunidade em relação à proposta de derrocamento e dragagem do Pedral do Lourenção, vinte projetos do ‘Brave Kids’ (Jovens Corajosos) de 20 países do mundo vão se organizar em Wroclaw, na Polônia, para acompanhar a referida audiência, agendada para esta segunda-feira, 1º de julho, no Centro de Convenções em Marabá.

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“Participei da reunião preparatória sobre o derrocamento do Pedral do Lourenção, na segunda passada. Foi uma aula sobre desenvolvimento e cidadania. Numa sala apertada da Prefeitura de Marabá, assisti apresentações pelo DNIT sobre o projeto de via navegável do Rio Tocantins e seus impactos ambientais. A autoridade científica do Conselho Municipal do Meio Ambiente, professora Cristiane Viera e sua equipe da Unifesspa foi exemplar e mostrou que mostrar o Rio Navegável é uma primeira fatia do mega-projeto de ‘verticalização do aço’ para beneficiar o governo da China”, disse Dan Baron, coordenador do Rios de Encontro.

Dan, que acaba de retornar de uma viagem pela Europa para discutir o colapso climático atual e como isso pode acabar com direitos humanos e a democracia no mundo, perguntou ao representante do DNIT por que a pesquisa geológica independente da Unifesspa sobre inviabilidade ambiental do projeto e pesquisa hidrológica sobre os impactos continental e mundial de mexer com a infraestrutura do Pedral de Lourenção especificamente e da Amazônia, não foram consideradas no projeto.

“Afirmei que o mundo está olhando para o Pará neste momento por causa do significado ambiental global de cada decisão tomada aqui. Perguntei por que o Pará não estava investindo em se tornar liderança em produção de energia solar para cuidar da sustentabilidade da vida digna, regional e mundial?”.

Ele se mostrou surpreso com o fato de, paralelamente, o parceiro ‘Brave Kids’, na Polônia, estava organizando um diálogo em inglês, aberto a Marabá, entre os jovens arte-educadores e outras lideranças no mundo. “Seria inteligente que Marabá participasse da Audiência Pública sobre o derrocamento para se transformar de audiência não informada e cúmplice, em audiência pró-ativa e cidadã, mostrando cuidado com a sustentabilidade da vida de seus filhos e netos”.

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