Correio de Carajás

Iran… sem comentários

Na Resenha

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Chagas Filho

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Senhores e senhores, para quem não conhece, este jovem atleta dando entrevista, , no início dos anos 90, se chama Iramilton Américo Gomes, ou simplesmente Iran. Para mim, o maior jogador do futebol marabaense. Pode parecer exagero, mas os títulos que ele ganhou são um exagero mesmo. Iran foi campeão de tudo que disputou no futebol amador, ganhou títulos por Acrob, Castanheiras, Marabá, Santa Rosa e Morada. Nem lembra quantas vezes foi artilheiro do Marabazão.

Muito futebol

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Do alto de seus 56 anos, Iran lembra que, aos 16 anos, teve propostas para jogar no Vasco da Gama e no Atlético Mineiro, mas estamos falando do início dos anos 80, quando ser profissional não era algo tão buscado como é hoje, ainda mais para um jovem morador do Núcleo São Félix, que só queria bater sua bolinha. Mais tarde ele se recusou a fazer testes no Paysandu e no Remo. Iran é acima de tudo um marabaense radical. Sua terra é aqui, seu troféu é o reconhecimento. Um cara simples, Iran até hoje, beirando os 60 anos, não para de receber convites para jogar em partidas de veteranos e até mesmo entre os amadores mais jovens ele ainda faz uma graça.

Causos de um craque

Iran se tornou um personagem até folclórico do nosso futebol. Muitas histórias que se contam sobre ele são recheadas de hipérboles. Um dos causos se registrou no campo de Morada Nova, onde Iran entrou somente no final do jogo, depois de um balde de água gelada para curar uma ressaca. Em seu primeiro lance, deu um elástico no zagueiro e, sem ângulo, fez um gol de cobertura. Outra história famosa é de um jogo em Dom Eliseu, onde ele também estava de ressaca e só jogou os cinco minutos finais da partida. Mesmo assim, ao final do jogo, foi procurado pela diretoria do time adversário para assinar um contrato por lá. Quando eu lhe perguntei se ele jogou bem nesses cinco minutos, ele disse com humildade e sinceridade: “Joguei nada”.

Parceiro de verdade

O futebol, seja ele amador ou profissional, é um ambiente onde rola muita “trairagem”. E até nesse quesito Iran é destaque. Quando conversamos com Iran, não ouvimos de sua boca nenhuma palavra de mágoa, nenhuma crítica, contra dirigentes ou ex-colegas e ex-adversários. Da mesma forma, quando o nome dele circular nas resenhas dos boleiros o tom é sempre de elogios pelo seu futebol e seu caráter.

Saideira

Bom final de semana a todos!

 

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