Correio de Carajás

Invasores ocupam área particular em Canaã dos Carajás

Ocupantes realizaram queimadas nos loteamentos (Imagem: Nyelsen Martins)

CANAÃ

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Famílias denunciam a falta de políticas públicas para moradia no município

Cerca de cem famílias iniciaram a demarcação dos lotes na noite de sexta-feira (16). O terreno fica no bairro Novo Brasil ao lado de uma área de preservação ambiental da prefeitura. Segundo os ocupantes os lotes têm, em média, 360 metros quadrados.

O mato que havia no local foi queimado para a divisão dos terrenos entre as famílias, a maioria moradores do bairro que vivem de aluguel. “Cadê a moradia que a prefeita prometeu para a população? Só promessa de campanha”, desabafou Natiele Santos, dona de casa.

Cerca de cem famílias iniciaram a demarcação dos lotes na noite de sexta-feira (16) (Imagem: Nyelsen Martins)

Idosos, adultos, jovens e até crianças participaram do mutirão feito por um grupo da comunidade em busca do sonho da casa própria.

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“Morar em Canaã é muito difícil. Imagine quem ganha um salário mínimo e tem que pagar novecentos Reais de aluguel? Não tem condições. Uma moça ali tem seis filhos, está desempregada e não tem casa para morar”, relata uma das ocupantes que preferiu não se identificar.

Quem não participou da invasão do terreno localizado próximo a uma das serras que cercam o bairro, considerado um um mais populosos de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará reclamou dos transtornos causados pelo fogo. “Suja nossa casa, o cheiro é horrível e ficamos com dificuldade de respirar”, reclamou uma moradora que também preferiu não se identificar com medo se represálias.

A reportagem do Portal Correio entrou em contato com a Polícia Militar que informou não ter sido acionada. O comando do Corpo de Bombeiros também disse que não recebeu nenhum chamado para controlar o fogo ateado no local pelos Invasores. A prefeitura de Canaã dos Carajás também foi procurada em busca de uma explicação sobre a denúncia da falta de políticas públicas de habitação no município, mas até o fechamento desta reportagem não houve resposta. (Nyelsen Martins)

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