Correio de Carajás

Hospital Regional de Marabá reforça os alertas contra a automedicação

Farmacêuticos do Regional do Sudeste do Pará alertam sobre os perigos da automedicação / Foto: Ascom Pró-Saúde
Farmacêuticos do Regional do Sudeste do Pará alertam sobre os perigos da automedicação / Foto: Ascom Pró-Saúde
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Além dos riscos de intoxicação, o uso de medicamentos não indicados para o tratamento de doenças pode gerar dependência e até morte

O Dia do Uso Racional de Medicamentos, lembrado na próxima quarta-feira, 5 de maio, é um importante alerta para os riscos da automedicação. O Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, irá promover palestras educativas sobre os problemas desse tipo de prática, principalmente no período da pandemia.

Entre as ações de conscientização, as equipes de Farmácia Clinica e Humanização da unidade prepararam orientações que visam alertar pacientes, acompanhantes e até os colaboradores do hospital sobre o uso indiscriminado de medicamentos. Este tipo de hábito na população está entre os principais responsáveis pelos altos índices de intoxicação no Brasil.

Segundo dados de uma pesquisa recente realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do Instituto Datafolha, mais de 70% dos brasileiros se automedicam, grande parte possui em casa a tradicional “farmacinha”, que contêm vários tipos de medicamentos adquiridos facilmente sem receita, sendo um risco sério à saúde.

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Para David Moraes, farmacêutico do Hospital Regional do Sudeste do Pará, a automedicação é um problema de saúde pública nacional, que se tornou ainda mais comum devido a pandemia, com a população em busca de medicamentos que lhe tragam alguma segurança no tratamento ou prevenção da Covid-19.

“A automedicação é extremamente prejudicial à população, principalmente no panorama atual. Utilizar remédios sem recomendação e comprovação científica podem ocasionar efeitos colaterais adversos e muito piores do que o que se propunha evitar”, explica.

Segundo a farmacêutica Juliana Pinheiro, com atuação também no HRSP, os principais medicamentos utilizados na automedicação são os anti-inflamatórios e analgésicos para o alívio dos sintomas de dor e febre.

“O uso indiscriminado de analgésicos e anti-inflamatórios, pode agravar problemas gástricos, ter ação anticoagulante, provocar hemorragias, prejudicar pacientes com problema cardíaco ou renal e agravar a hipertensão. Por isso é fundamental a avaliação e prescrição de medicamentos apenas por um especialista”, ressaltou.

Para ajudar na prevenção, os farmacêuticos do HRSP apontam sete riscos da automedicação. São eles:

1 – A automedicação pode prejudicar o diagnóstico correto de doenças por esconder sintomas;

2 – Alguns medicamentos podem provocar dependência;

3 – Possibilidade da ocorrência de efeitos adversos que são indesejados e podem ser graves;

4 – Desconhecimento de interações medicamentosas, uma vez que um medicamento pode anular ou potencializar o efeito de outro;

5 – Reações alérgicas que podem variar de leves, moderadas a graves;

6 – Criar resistência a microrganismos, como no caso dos antibióticos;

7 – Intoxicações, que podem inclusive serem letais.

O Regional do Sudeste do Pará pertence ao Governo do Pará com atendimento 100% gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A unidade é gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde e conta com 115 leitos, sendo 52 leitos exclusivos para os casos mais graves do novo coronavírus, referência para mais de 1 milhão de pessoas no Pará. (Ascom Pró-Saúde)

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