Correio de Carajás

Homicídio de motorista em São João está cercado de mistério

Alex trabalhava como motorista e foi vítima de um assassinato cruel/ Fotos: Divulgação
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O pacato vilarejo de Vila Diamante, mais conhecido como “Km 40”, na entrada de São João do Araguaia, foi sacudido na madrugada desta segunda-feira (1º) por um assassinato cruel. A vítima é o motorista profissional Alexsandro Gomes Guido, de 44 anos, atingido com três tiros e trucidado com quase 20 facadas.

O crime gerou comoção em Marabá porque “Alex” era muito conhecido nesta cidade, principalmente na Nova Marabá. Além disso, não existe ainda nenhuma pista sobre a motivação e muito menos a autoria do homicídio, o que deixa o caso ainda mais complexo.

Pelo que apurou a reportagem, Alexsandro estrava de folga do trabalho e passou o dia na vila. Ele foi ao campinho de futebol assistir à “pelada” de domingo, depois, no início da noite, foi até um bar e voltou para casa por volta das 22 horas, mas até aí tudo estava normal, segundo relato da companheira dele.

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Alexsandro iria pegar um veículo para se dirigir até Parauapebas, onde trabalhava como motorista, por isso iria levantar bem cedo, por volta das 3h da manhã. Mas as batidas fortes na porta da casa o acordaram minutos mais cedo ainda. A residência não tem muros, o que facilitou a chegada do criminoso até a porta, batendo insistentemente e de forma firme.

Mesmo diante dos pedidos da esposa e da filha para que ele não saísse de casa, Alexsandro foi lá fora ver quem estava batendo. Foi um erro fatal: o assassino (ou assassinos) acertou três tiros nele (dois tiros na coxa e um na parte lateral do tórax).

Equipe do Instituto Médico Legal removeu o corpo da vítima na manhã desta segunda-feira
 

Mesmo baleado, Alexsandro ainda tentou correr, mas foi dominado pelos seus algozes (possivelmente eram dois os matadores). As marcas de corte no antebraço mostram que ele ainda tentou se defender, mas já estava baleado e dominado, tornando-se presa fácil nas mãos dos assassinos que lhe deram várias facadas com a própria arma que Alexsandro imaginava se defender.

O local onde Alexsandro ficou caído foi bem em frente à casa de parentes de sua esposa, a apenas 20 metros da sua residência, dando a entender que ele correu tentando pedir ajuda, mas não conseguiu. Tudo isso aconteceu debaixo de chuva forte, o que certamente dificultou que as pessoas ouvissem a luta ou mesmo os disparos.

A família do motorista não tem ideia de quem seja o algoz ou algozes do homem, uma vez que ninguém presenciou, na rua, o momento do assassinato e ele não tinha relatado em casa qualquer animosidade nos últimos dias.

O velório do corpo de Alex Guido segue ao longo desta terça-feira (2) na Igreja Assembleia de Deus da Folha 28 e será sepultado no final da tarde no jazigo da família na Folha 29, ao lado do pai dele. A empresa de ônibus em que ele trabalhava como motorista, em Parauapebas, mesmo não se tratando de acidente de trabalho, custeou as despesas de funeral, por meio de assistência funerária contratada. (Chagas Filho)

SAIBA MAIS

O caso está sendo investigado pela equipe do delegado Jailson Lucena, que deve ouvir familiares e outras pessoas conhecidas da vítima, nos próximos dias, após passar o período de velório e sepultamento.

Quem tiver informações que possam ajudar a encontrar o assassino e desvendar o crime pode enviar ao Disque Denúncia com total sigilo.

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