Correio de Carajás

Hemopa registra 6% de aumento no número de bolsas coletadas, entre abril e maio de 2021

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Pará
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O Luiz Gustavo tem seis anos e assim como muitos meninos da sua idade, adora jogar futebol. Mas a Beta Talassemia, um tipo de anemia rara que causa a diminuição na produção de hemoglobina A, e enfraquesse o corpo, o impede de ter vigor para brincar. “Quando ele recebe a transfusão de sangue, vira outra criança. Sai correndo, brinca”, conta a mãe do Luiz Gustavo, Lucielma da Silva, de 23 anos.

A família mora no município de São Domingos do Capim e, pelo menos, duas vezes por mês, precisa vir a Belém para receber o tratamento completo na Fundação Hemopa. “Meu filho precisa disso. Se não fossem as bolsas de sangue, meu filho não estaria vivo”.

Milhares de pacientes na rede hospitalar precisam de transfusão sanguínea para continuar lutando contra doenças hematológicas. O Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado, nesta segunda-feira (14), tem o propósito de celebrar os voluntários da doação, atores sociais essenciais neste processo.

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Enfermeira do Hospital Oncológico infantil Octávio Lobo, Isi Souza mobiliza caravanas de voluntários para a doação e dessa vez levou ao Hemopa um grupo de estudantes do curso técnico e profissionalizante Esamaztec, com sede em Belém.

“Os nossos usuários em tratamento necessitam muito de doações. Há necessidade seqüencial de transfusão de plaquetas e concentrado de hemácias para ficarem hemostaticamente estáveis para terem resistência ao tratamento de quimioterapia que é muito invasivo. Então nós estamos aqui fazendo a nossa parte”, ressaltou Isi Souza.

Por influência de uma amiga que lutava contra o câncer, Simone Gonçalves, funcionária pública, começou a doar. São mais de 15 anos de presença nas unidades de coleta do Hemopa. Nesta segunda-feira (14), trouxe o filho, João Neto, de 22 anos, para a primeira doação. “Agora quero que ele sinta a emoção de fazer bem para quem mais precisa”.

Junho Vermelho 

A Fundação Hemopa vem mantendo a regularidade do atendimento transfusional da rede hospitalar. Em maio, o hemocentro registrou um aumento de 6% no número de bolsas de sangue coletadas, em comparação com abril. No total, foram 4.225 bolsas em maio. Em abril, foram 3.995 bolsas.

Com a chegada da campanha Junho Vermelho, o objetivo é mobilizar as caravanas solidárias em todo o estado. Os grupos estão contribuindo efetivamente para manter o estoque em todo o Pará.

Curiosidade sobre o Dia Mundial do Doador de Sangue 

O dia 14 de junho está marcado no calendário como o Dia Mundial do Doador de Sangue pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O dia foi escolhido por ser a data de nascimento do imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e várias diferenças entre os diversos tipos sanguíneos, Karl Landsteiner.

Além de parabenizar doadores de sangue, este também é um momento para mobilizar os não-doadores sobre a importância deste ato dentro da sociedade.

Quem pode doar

O cidadão que deseja fazer a doação de sangue precisar seguir os critérios básicos:

•                                       Ter entre 16 e 69 anos (menores de idade devem estar acompanhados do responsável legal);

•                                       Pesar mais de 50 kg

•                                       Estar em boas condições de saúde.

No momento do cadastro, é obrigatório apresentar um documento de identificação oficial, original e com foto (RG, CNH, passaporte ou carteira de trabalho).

Quem teve Covid-19, também pode voltar a doar, só precisa esperar 30 dias após a cura. Quem teve contato com pessoas que tiveram a doença deve esperar 14 dias após o último contato.

Para quem recebeu a vacina Coronavac/Butantã, são 48 horas de inaptidão para doação, após cada dose. Já as demais vacinas basta esperar 7 dias após cada dose. (Agência Pará)

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