Correio de Carajás

Familiares acampam em frente à emergência do HGP em protesto

Familiares e amigos de Ceildava organizaram um protesto em frente à emergência do HGP na tarde dessa quarta-feira

Ceildava Souza Caldas da Silva, de 66 anos, foi internada no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) há oito dias, quando deu entrada com problemas cardíacos, e já está há quatro dias entubada sob coma induzido, devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofreu no último sábado (30).

Devido à situação crítica da paciente, a família buscou a direção do HGP para solicitar um leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não recebeu nenhuma resposta satisfatória. Segundo Edelson Caldas, filho de Ceildava, o diretor do Hospital informou à família que não há leitos disponíveis.

Além disso, segundo Edelson, ele afirmou que não haveriam especialistas para as áreas que a paciente necessita – cardiologista e neurologista, sendo necessário que ela fosse transportada para Marabá ou Belém.

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A família alegou que procurou por um médico do HGP, e ele negou que não houvessem profissionais disponíveis para o tratamento da paciente, além de afirmar que, devido à gravidade da situação de Ceildava, ela não poderia ser transferida para outro município.

Por fim, Edelson informou que a sua mãe teve uma melhora no quatro de saúde, e apelou às autoridades de Parauapebas que ajudassem a família, que não perdeu as esperanças, com um leito para o tratamento da genitora.

Sem respostas, cerca de 20 familiares e amigos organizaram uma manifestação em frente à ala de emergência do HGP, pedindo por agilidade no atendimento de Ceildava, além de se colocar contra a transferência da paciente para outro leito.

Procurada pelo CORREIO, a direção do HGP afirmou que a paciente foi internada com insuficiência cardíaca congestiva, em fase avançada, de longa data, e que ela está entubada na sala vermelha por estar “instável para locomoção para UTI”, ou seja, está em estado grave para o transporte.

Por fim, afirma que Ceildava está sendo acompanhada pela médica cardiologista Authyiolla e recebe o atendimento devido. Segundo a direção, a família já está ciente da gravidade do estado clínico da paciente. (Clein Ferreira – com informações de Ronaldo Modesto)

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