Correio de Carajás

Família Agrícola: Escola vai incentivar produção no campo

Evento contou com a presença de alunos, parceiros e representantes de comunidades localizadas no entorno da escola/ Foto: Evangelista Rocha
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Com a presença de autoridades municipais e a comunidade escolar, foi realizado o seminário de lançamento do projeto Produção e Educação Agroecológica a partir da Escola Família Agrícola de Marabá – Pará (Proefa). Desenvolvido por alunos, professores e gestores da Escola Família Agrícola Professor Jean Hébette (EFA), a iniciativa pretende unir agroecologia à educação, com atividades em sala de aula, de cultivo da terra e criação de animais. O evento aconteceu na sede da entidade, localizada no Km 23 da Rodovia Transamazônica (BR-230), sentido Itupiranga.

“A ideia do projeto é a crença da escola de que é possível produzir alimentos e conhecimentos agroecológicos, em duas vertentes, na produção e na educação. Enquanto escola, nós desenvolvemos atividades educativas e vamos fazer essa associação da educação com o processo produtivo”, esclareceu Damião dos Santos, presidente do Instituto de Promoção Ecológica e Social (IPÊS) e coordenador do Proefa, ONG responsável por apresentar o projeto em setembro de 2017, no âmbito do edital de patrocínio 2018 do Banco da Amazônia. “Foi então aprovado um contrato entre o IPÊS e o Basa para esse projeto que nós estamos lançando hoje, no valor de R$18 mil”, afirmou.

O patrocínio será usado na construção de um biodigestor, que vai produzir biogás a partir dos dejetos de animais, e também na criação de aves (para a produção de ovos e carne) e de peixe da espécie tambaqui. “O projeto é de grande impacto na comunidade, porque a gente trabalha uma ideia da unidade produtiva e educativa. Então, esses espaços que nós visitamos serão laboratórios de aprendizagem para os alunos”, reiterou Damião. O prazo de execução do convênio começou no último mês de maio e termina em dezembro deste ano.

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Diretor da EFA há dois anos, Hidelmar Silva dos Santos, destacou a importância do momento. “É uma forma de divulgação do trabalho da escola. Principalmente, nesta questão da captação de recurso, que é uma das nossas maiores dificuldades, para alavancar a produção da instituição. Tanto do ponto de vista material, quanto do ponto de vista simbólico e educacional”.

Com mais de 100 estudantes matriculados, vindos dos municípios de Novo Repartimento, Itupiranga, São João do Araguaia, Eldorado do Carajás e Bom Jesus do Tocantins, além de Marabá, e de cerca de 30 assentamentos, a instituição incentiva a aprendizagem de uma forma diferenciada e também o compartilhamento da informação.

“A ideia é que eles levem o conhecimento para a comunidade, para difundir a questão da produção agroecológica e desenvolver a produtividade, a soberania alimentar da propriedade, nosso maior foco é esse”, completou Hidelmar.

Metodologia

Segundo o secretário adjunto de Educação, Orlando Morais, a Pedagogia da Alternância, aplicada ao projeto em questão, permite que os alunos vivenciem os ensinamentos na prática e destaca que isso os incentiva a estudar. “Os alunos tem aqui um amplo espaço para criar, inventar, contribuir. A escola está de parabéns e a equipe, pelo brilhante trabalho que está fazendo”. O vice-prefeito de Marabá, Toni Cunha também esteve no evento e disse que exemplos como o da Escola Família Agrícola deveriam se espalhar pelo estado.

“A EFA mostra que é possível praticar uma agricultura de subsistência, de qualidade, misturada com a educação, fixando o homem ao campo, para aquela família que tem vocação rural ocupar os espaços do campo e ter oportunidade e preparo para progredir, se mantendo e, quem sabe, até sobrando algo para comercializar. A região de Marabá tem 86 assentamentos e sudeste do Pará, 513, mas muito pouco se produz nestes locais e há pouco incentivo do governo federal”. (Nathália Viegas)

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