Correio de Carajás

Assassinato na beira do rio

Ivan foi baleado no balneário da Folha 6 em plena luz do dia. Certamente há testemunhas/ Foto:Evangelista Rocha
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A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil em Marabá está investigando o assassinato de Ivan Costa Medeiros, 22 anos, alvejado a tiros nas margens do Rio Tocantins, à altura da Folha 6, Nova Marabá. O rapaz ainda chegou a ser levado para o Hospital Municipal de Marabá (HMM), mas não resistiu e morreu. O caso se registrou por volta das 16h30 de ontem, sexta-feira (22).

De acordo com informações repassadas por familiares da vítima para a polícia, Ivan deixou sua sandália na beira do rio e entrou para tomar banho. Ao sair, viu sua sandália nos pés de um indivíduo ainda não identificado. Ele pediu que o elemento a devolvesse, no que foi atendido. Em seguida, Ivan calçou a sandália e saiu em direção à sua casa, próximo ao local, mas foi surpreendido por disparos de armas de fogo, ainda não quantificados.

Ainda segundo os relatos, o rapaz ainda conseguiu correr até a rua de sua casa, quando caiu e foi socorrido por familiares. Segundo um tio da vítima, Ivan foi colocado no carro de uma pessoa que se prontificou a ajuda-lo, mas já chegou morto no hospital.

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Em conversa com a reportagem, o tio de Ivan disse que existe uma turma que fica no balneário da Folha 6 frequentemente e podem ter sido essas pessoas que o balearam. Mas perguntado qual teria sido o motivo, ele disse não saber de nada que possa ter ensejado essa tragédia, pois não tem conhecimento de nenhuma rixa entre Ivan e alguém de lá.

O tio da vítima apenas confirmou para a reportagem a versão que foi contada para polícia. “Pegaram a sandália dele, ele pediu de volta, entregaram, mas depois nós só escutamos os tiros”, reafirma, acrescentando que seu sobrinho ainda estava respirando, quando foi socorrido.

Por sua vez, Rosa Guedes, que também é tia de Ivan disse que tudo aconteceu cerca de 10 minutos depois que ela deixou o local. Segundo a mulher, essa morte não foi provocada por nenhum problema antigo, pois seu sobrinho não tinha inimigos e tampouco envolvimento com a criminalidade. “Pelo jeito foi alguma confusão lá”, resumiu.

Ainda segundo ela, no momento Ivan estava desempregado e vivia apenas de pesca para manter o sustento de sua família.

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O delegado Ivan Pinto da Silva, do Departamento de Homicídios, esteve com sua equipe no local da tragédia, tentando coletar as primeiras informações que possam ajudar a polícia a identificar o criminoso que triou a vida do rapaz. A reportagem do Jornal CORREIO também acompanhou o procedimento policial, mas inicialmente as pessoas estão com medo de falar sobre o assunto, prevalecendo a lei do silêncio.

(Chagas Filho com informações de Evangelista Rocha)

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