Correio de Carajás

Exposição Matéria de Fé, de Bino Sousa, trabalha a religiosidade no mês de outubro

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Fala, galera!

Outubro carregado de notícias e atividades culturais. Ontem, segunda-feira, eu te contei por aqui a programação do Se Rasgum para este ano. Hoje, nosso papo é sobre exposição, artes plásticas e os trabalhos do artista Bino Sousa que estão agora em outubro expostos na Galeria de Arte Vitória Barros, por meio da exposição ‘Matéria de Fé’.

Bino, que é arte educador da galeria, um experimentador de texturas e materiais, nessa série larga os pincéis e as molduras formais da pintura para experimentar novos processos de descobertas. Em um trabalho de laboratório e pesquisa, a Deterioração, ao utilizar elementos metálicos, leva o artista a outros caminhos e descobertas alinhados com os as questões da fé e religiosidade que estão muito presentes no imaginário e realidade vivida pelo artista.

Leia mais:

Na última semana, passei na Vitória Barros para conferir a exposição, trocar uma ideia com a Ieda Mendes, galerista, e aprofundar um pouco mais nessa experiência de Bino. Em breve teremos uma pauta na TV, com um bate papo com o artista para compartilhar ainda mais esse momento com todos.

Abaixo temos um texto delícia de Natascha Barros, uma das organizadoras da exposição na galeria e registros fotográficos da exposição. O texto compõe a exposição. Te convido a fazer também esse passeio e imersão no mundo religioso e visual:

“Em Matéria de Fé, Bino Sousa traz sua experiência como ferro do projeto Deterioração (2015) para criar representações de um imaginário particular, porém, de amplo valor coletivo. Fundindo ideias, que ora vistas dispares, persegue a matéria prima como elemento estético e simbólico que nestes trabalhos a sacralidade vem acrescentar novas reflexões. Com uma trajetória dedicada a figuração, Bino Sousa retoma aqui a preocupação com as imagens que motivam sua religiosidade, experiência já abordada por ele em Releituras Sacras (2012).

Aqui, Bino procura evocar, na materialidade da imagem pelo meio, questionamentos sobre a própria natureza da fé equiparada às propriedades do ferro e, neste caso, da própria obra. O que é necessário para mantê-las a salvo do tempo? A corrosão é inevitável?

Na expressão do artista, conformada em representações religiosas, as imagens também pronunciam suas próprias questões, lembram as apropriações históricas que foram e ainda são incutidas no lugar de onde falamos, seja cultural ou econômica, uma Amazônia na qual ainda podemos ver e sentir a face da colonização.

As imagens têm grande poder social, são elas responsáveis por nossa identificação com o mundo, nossa memória individual e coletiva, e de reconhecimento de nós mesmos enquanto indivíduos. Imagens são sua representação, não são somente o suporte em que são imprimidas, nem somente aquilo que conseguimos assomar em nossas cabeças.

O estudo das imagens tem a ver com a condição que são criadas, utilizadas e memorizadas. Na Antropologia da Imagem de Hans Belting, o próprio corpo representa a imagem, pois ele é meio vivo para que essas sejam geradas e reconhecidas, mentalmente ou fisicamente organizadas num espaço social. Não só ao campo da visão as imagens têm atuação, sua percepção distende para além da forma externa, ‘o corpo é o arquétipo das imagens’ diz o historiador. Considerar a potência do imaginal, é considerar também a potencialidade do corpo, pessoal ou coletivo.

Entre imagens mentais e imagens materiais, a obra de arte é a convicção da materialidade.”

A Galeria fica Av. Itacaiúnas, no Novo Horizonte, com funcionamento de segunda à sexta das 8h às 18h (fechando para almoço das 12h às 14h) e aos sábados de 8h ao meio dia. Com entrada livre! A galeria além das atividades de exposição tem aulas de pintura, música e formação artística.

Te vejo em nossa próxima coluna!

Jairon Gomes

Fala, galera!

Outubro carregado de notícias e atividades culturais. Ontem, segunda-feira, eu te contei por aqui a programação do Se Rasgum para este ano. Hoje, nosso papo é sobre exposição, artes plásticas e os trabalhos do artista Bino Sousa que estão agora em outubro expostos na Galeria de Arte Vitória Barros, por meio da exposição ‘Matéria de Fé’.

Bino, que é arte educador da galeria, um experimentador de texturas e materiais, nessa série larga os pincéis e as molduras formais da pintura para experimentar novos processos de descobertas. Em um trabalho de laboratório e pesquisa, a Deterioração, ao utilizar elementos metálicos, leva o artista a outros caminhos e descobertas alinhados com os as questões da fé e religiosidade que estão muito presentes no imaginário e realidade vivida pelo artista.

Na última semana, passei na Vitória Barros para conferir a exposição, trocar uma ideia com a Ieda Mendes, galerista, e aprofundar um pouco mais nessa experiência de Bino. Em breve teremos uma pauta na TV, com um bate papo com o artista para compartilhar ainda mais esse momento com todos.

Abaixo temos um texto delícia de Natascha Barros, uma das organizadoras da exposição na galeria e registros fotográficos da exposição. O texto compõe a exposição. Te convido a fazer também esse passeio e imersão no mundo religioso e visual:

“Em Matéria de Fé, Bino Sousa traz sua experiência como ferro do projeto Deterioração (2015) para criar representações de um imaginário particular, porém, de amplo valor coletivo. Fundindo ideias, que ora vistas dispares, persegue a matéria prima como elemento estético e simbólico que nestes trabalhos a sacralidade vem acrescentar novas reflexões. Com uma trajetória dedicada a figuração, Bino Sousa retoma aqui a preocupação com as imagens que motivam sua religiosidade, experiência já abordada por ele em Releituras Sacras (2012).

Aqui, Bino procura evocar, na materialidade da imagem pelo meio, questionamentos sobre a própria natureza da fé equiparada às propriedades do ferro e, neste caso, da própria obra. O que é necessário para mantê-las a salvo do tempo? A corrosão é inevitável?

Na expressão do artista, conformada em representações religiosas, as imagens também pronunciam suas próprias questões, lembram as apropriações históricas que foram e ainda são incutidas no lugar de onde falamos, seja cultural ou econômica, uma Amazônia na qual ainda podemos ver e sentir a face da colonização.

As imagens têm grande poder social, são elas responsáveis por nossa identificação com o mundo, nossa memória individual e coletiva, e de reconhecimento de nós mesmos enquanto indivíduos. Imagens são sua representação, não são somente o suporte em que são imprimidas, nem somente aquilo que conseguimos assomar em nossas cabeças.

O estudo das imagens tem a ver com a condição que são criadas, utilizadas e memorizadas. Na Antropologia da Imagem de Hans Belting, o próprio corpo representa a imagem, pois ele é meio vivo para que essas sejam geradas e reconhecidas, mentalmente ou fisicamente organizadas num espaço social. Não só ao campo da visão as imagens têm atuação, sua percepção distende para além da forma externa, ‘o corpo é o arquétipo das imagens’ diz o historiador. Considerar a potência do imaginal, é considerar também a potencialidade do corpo, pessoal ou coletivo.

Entre imagens mentais e imagens materiais, a obra de arte é a convicção da materialidade.”

A Galeria fica Av. Itacaiúnas, no Novo Horizonte, com funcionamento de segunda à sexta das 8h às 18h (fechando para almoço das 12h às 14h) e aos sábados de 8h ao meio dia. Com entrada livre! A galeria além das atividades de exposição tem aulas de pintura, música e formação artística.

Te vejo em nossa próxima coluna!

Jairon Gomes

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