Correio de Carajás

Exposição exalta jovens paraenses, negros e corpos não padronizados

Foto: Mariana Botelho
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A exposição virtual “Açaí&Melanina” revela através de olhares fotográficos jovens paraenses, negros, exaltando corpos não padronizados. O lançamento será às 20h desta quinta-feira (28) e está disponível para download na página do Instagram @brasabrecho, um coletivo artístico nascido em Marabá, no sudeste do Pará.

A exposição integra dois ensaios fotográficos. “Açaí&Melanina”, da artista Mariana Botelho, é a responsável por nominar a exposição, baseada em uma coleção de fotografias inéditas e um vídeo-desfile, ambos realizados exclusivamente para o projeto.

Os cliques foram realizados neste ano, nas cidades Marabá e São João do Araguaia, sendo premiados no Edital Culturas em Movimento, na categoria artes visuais, promovido pela Secretaria de Cultura de Marabá e viabilizado pela Lei Emergencial de Cultura Aldir Blanc.

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Já a segunda sessão de fotos, intitulada “O Pará é o futuro”, foi realizada por Sebastião Neto, fotógrafo marabaense e faz parte do acervo das obras registradas na Praia do Tucunaré, entre 2017 e 2019.

“O Pará é o futuro” configura uma identidade singular relacionada culturalmente ao estado dos anos 2000, exaltando estéticas indígenas e negras em acordo com outras estéticas urbanas, como o movimento do tecnomelody paraense, detalha Sebastião. 

Os artistas contam através das imagens histórias e lembranças o que é “Sobreviver” em uma realidade ainda marginalizada, abordando momentos históricos da liberdade de gênero, ressignificações do que é ser corpo, caminhando para o ser livre. “Gritar a perspectiva dos corpos marginalizados desenvolvendo arte a partir da sua vivência”, defende ele.

BRASA

O Brasa Brechó iniciou como venda de roupas de forma itinerante, adotando uma estética própria em relação à moda. A coletividade, entretanto, se tornou uma potência como suporte criativo, mobilizando em mais de dois anos a comunidade tanto da moda independente, quanto dos brechós, salões e estilistas, principalmente empreendedoras mulheres, negras e pessoas LGBTQIA+ das regiões periféricas de Marabá.

A valorização destas vivências também tem ganhando cada vez mais forma e espaço artístico no circuito local, no intuito de idealizar o Norte do Brasil como um futuro que aponta para possibilidades de existir enquanto edição de realidades e contextos marginalizados. (Redação)

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