Muito conhecido na Nova Marabá, Herivelton havia completado 43 anos no último dia 5/ Foto: Divulgação
Muito conhecido na Nova Marabá, Herivelton havia completado 43 anos no último dia 5/ Foto: Divulgação
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Está previsto para hoje (24), no Cemitério da Saudade (Nova Marabá), o sepultamento de Herivelton Pereira dos Santos Sousa, de 43 anos. Ele foi baleado no final da manhã de ontem (23), dentro da própria casa, na Folha 33, por dois elementos ainda não identificados. Há informações de que ele pode ter sido vítima de latrocínio, mas essa hipótese não está devidamente confirmada e o crime segue sendo investigado pelo Departamento de Homicídios da Polícia Civil de Marabá.

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O que a reportagem do Jornal CORREIO apurou até ontem é que Herivelton, que era sócio de uma construtora, estava em casa no final da manhã, antes das 11h30, quando dois homens em um carro chegaram a sua casa perguntando por ele. Os criminosos entraram e teriam dado voz de assalto, mas Herivelton disse que tinha apenas R$ 200. Os bandidos mandaram ele fazer uma transferência online, porém a vítima não conseguiu.

Diante disso, os pistoleiros levaram a vítima para o banheiro da casa onde deram três tiros e depois fugiram. Acontece que apenas um dos disparos atingiu Herivelton, que conseguiu pedir socorro para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que deslocou uma ambulância até o local junto com uma viatura da Polícia Militar. Horas mais tarde, Herivelton morreu no Hospital Regional.

Casa onde Herivelton morava foi invadida no final da manhã pelos pistoleiros

O interessante é que toda essa cena foi acompanhada por uma testemunha que estava com Herivelton em casa quando os bandidos chegaram. Essa pessoa presenciou tudo, mas os criminosos fugiram deixando-a viva. Essa testemunha, que pode ser a peça-chave para desvendar o crime, já foi ouvida ontem mesmo pelo delegado Toni Rinaldo Vargas, do Departamento de Homicídios.

A reportagem do Jornal CORREIO tentou, de todas as formas, com o delegado, extrair alguma informação sobre o teor do depoimento da testemunha ocular, mas Toni Vargas, seguindo sua linha de trabalho, não repassou detalhe algum sobre o caso. “O criminoso lê jornal e ouve rádio”, comentou com os jornalistas na porta da delegacia.

Por outro lado, pelo menos até o final da tarde, equipes da Polícia Civil e também do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves permanecia na casa do morto tentando encontrar vestígios que possam ajudar a levar à autoria do assassinato.

A reportagem conversou com Cristian Júnior, sobrinho da vítima. Abalado com a morte do tio, ele disse que, para a família, essa tragédia foi uma surpresa, pois seu tio não tinha inimizades, muito menos inimigos declarados e era pessoa tranquila. Conhecido na Nova Marabá, Herivelton trabalhou no antigo supermercado Alvorada e também em uma distribuidora de frangos. Um aparte de sua família reside na Folha 20, onde o corpo é velado neste sábado.

SAIBA MAIS

A reportagem apurou no sítio dos acontecimentos que Herivelton foi assaltado há cerca de quatro meses, ocasião em que tinha sacado cerca de R$ 5 mil. Especula-se também que ele atuava como agiota, mas essa informação não foi confirmada por nenhum parente dele.

(Chagas Filho com informações de Evangelista Rocha e Josseli Carvalho)

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