Correio de Carajás

Educação indígena é tema de curso de extensão na Unifesspa

Comunidade acadêmica participou do curso de extensão / Foto: Evangelista Rocha
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Qualificar educadores para atuar em comunidades afastadas dos grandes centros urbanos, tendo a sensibilidade e o respeito às tradições e aspectos culturais dos alunos. Esta foi a finalidade de um curso de extensão ministrado no auditório do Campus I da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA).

Com o tema “Educação escolar indígena e racismo: apontamentos didáticos e metodológicos”, o objetivo do curso é apresentar ao acadêmico como são abordados os assuntos sobre a educação indígena no contexto do racismo. Quem explica isso é o professor Jerônimo da Silva e Silva, coordenador do Núcleo de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (NUADE) e um dos oradores do evento.

“Nós objetivamos, com este curso de extensão, apresentar as pesquisas dos profissionais da universidade — no âmbito da pós-graduação — sobre a temática da história indígena, bem como da educação intercultural indígena”, argumenta.

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O evento é produto de diálogo com a escola pública e com professores da Terra Indígena Mãe Maria, situada no município de Bom Jesus do Tocantins. Ainda em conformidade com o professor, esse curso se faz necessário diante da alta violência registrada sobre essa parcela na região.

“Os povos indígenas vivem ameaçados com massacres e outros episódios sinistros que acontecem nesta região, marcada pela violência. Os projetos de exploração do meio ambiente também são outro fator de intimidação dessa comunidade”, conclui.

A aluna Alicia Karenn de Souza Oliveira, estudante do curso de Pedagogia, comenta que o contato com outras realidades é um dos desafios do educador contemporâneo.

“A importância deste curso fica patente diante do fenômeno do interculturalismo, com alunos de diversas etnias vivendo em um mesmo contexto. Então é preciso que o professor saiba dosar isso”, relata.

Para Elieth Ribeiro Moreira, destacada educadora que trabalha no contexto indígena, a formação para educadores do campo é vital. “Urge que discussões como esta sejam mais frequentes, tendo em vista o cenário plural em que vivemos”, observa.

Elieth Moreira, que atua diretamente na educação indígena

Elieth narra que está sempre presente nos debates promovidos pela instituição de ensino superior. “Sempre participo para dar minha contribuição enquanto pedagoga. Nós, profissionais da pedagogia, temos ciência dos obstáculos que precisam ser superados para que cheguemos a uma educação de excelência não só para os povos indígenas, como também para outros setores sociais historicamente invisibilizados”, comenta.

“Atualmente, a maioria das comunidades indígenas tem um contato muito próximo com a civilização, por esse motivo está se tornando mais difícil manter os costumes e ensinar a sua língua junto com outras matérias. Por isso estamos aqui, para se enquadrar nessa educação que não apaga a cultura desse povo”, explica Elieth.

Graduado em Geografia e fazendo pós em História, o universitário Alan Bizerra Martins analisa que os conflitos agrários devem ser evidenciados na perspectiva dos direitos indígenas, um dos tópicos de discussão.

“A Constituição de 1988 pode ser considerada um marco na conquista e garantia de direitos pelos indígenas no Brasil. Neste curso de extensão, o respeito e a proteção à cultura das populações originárias são temas trabalhados”, expõe.

Entre os assuntos abordados no curso, estão: história indígena, educação indígena, comunicação indígena, conhecimentos indígenas, responsabilidade sobre a educação escolar indígena, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Escolar Indígena, Plano Nacional de Educação, Estatuto do Índio, Instrumentos Internacionais sobre os Direitos Indígenas e costumes indígenas. (Vinícius Soares)

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