Correio de Carajás

Diocese de Marabá excomunga padre por aderir à Fraternidade São Pio X

Diocese afirma que padre rompeu a comunhão com a Igreja Católica / Foto: Diocese de Marabá
Por: Da Redação

A Diocese de Marabá comunicou, por meio de Nota Pastoral divulgada nesta sexta-feira (17), a excomunhão do padre Antônio de Pádua Souza. A medida foi adotada após o sacerdote formalizar sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), entidade que, segundo a Igreja Católica, não está em plena comunhão com a Santa Sé.

Assinado pelo bispo diocesano, Dom Vital Corbellini, o documento esclarece que, em razão da excomunhão, o padre deixa de exercer legitimamente o ministério sacerdotal na Igreja Católica. A Diocese também informa que as celebrações religiosas presididas por ele passam a ser consideradas ilícitas no âmbito canônico.

Ainda conforme a nota, sacramentos como a confissão e a assistência em matrimônios realizados pelo sacerdote não possuem validade para a Igreja Católica, deixando de produzir efeitos canônicos. A Diocese explica que a penalidade foi aplicada em razão do crime de cisma, previsto no Código de Direito Canônico, caracterizado pela ruptura da comunhão com a autoridade do Papa e da Igreja.

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Segundo o comunicado, a decisão está em conformidade com orientações recentes do Dicastério para a Doutrina da Fé, órgão da Santa Sé responsável por questões doutrinárias, que reafirmou a situação canônica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Na mesma Nota Pastoral, Dom Vital Corbellini orienta os fiéis da Diocese de Marabá a não participarem de missas, celebrações, encontros de formação ou quaisquer atividades promovidas pela fraternidade.

O bispo também alerta que católicos que aderirem formalmente ao grupo e romperem a comunhão com o Papa e os bispos em união com Roma poderão responder pelo crime de cisma e ficar sujeitos às penalidades previstas pelo Direito Canônico.

Os adeptos da FSSPX devem ser considerados cismáticos e excomungados, declarou a Santa Sé. Este é o primeiro cisma da Igreja em 38 anos, quando também houve um envolvendo o grupo fundado pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre. Segundo Roma, quem quiser deixar a excomunhão e “voltar à unidade”, deve rejeitar a alguns dos fundamentos da entidade ultratradicionalista, além da aceitação formal do Concílio Vaticano II e a submissão ao papa. (Com informações do Portal Carajás Notícias e Estadão)