Correio de Carajás

Defesa pede prisão perpétua após mulher sobreviver a duas injeções letais

Christa Pike entra no Tribunal Criminal do Condado de Knox Imagem: J. Miles Cary/Reuters

Os advogados de Christa Pike pedem que o Tennessee troque sua pena de morte por prisão perpétua após ela sobreviver a uma execução por injeção letal na semana passada. A CBS News informou que Pike continuava internada e ligada a um respirador artificial na segunda-feira (5).

Steve Ferrell, advogado de Pike, diz que ainda não se sabe se ela vai recuperar a consciência. Segundo ele, o hospital tenta eliminar do organismo dela o pentobarbital usado na execução.

A defesa quer impedir que o Tennessee tente executar Pike outra vez. “O mínimo que pode acontecer agora é retirar a pena de morte da equação e começar a olhar para qual pode ser o futuro dela”, disse Ferrell ao programa CBS Mornings.

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Ferrell afirma que a condição de Pike é crítica, mesmo após ela sobreviver à injeção. “Pode levar muito tempo até que ela consiga participar do processo judicial”, declarou o advogado.

Pike está presa há três décadas, em grande parte do período isolada. Ela foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, sua ex-colega de escola, em 1995, quando a vítima tinha 19 anos.

Estado abre revisão sobre a execução

O governador Bill Lee cancelou a próxima e última execução prevista no Tennessee neste ano. Ele também determinou uma revisão independente sobre o que ocorreu, embora tenha dito que, até então, o Departamento de Correção seguiu o protocolo previsto.

O comissário do Departamento de Correção deixou o cargo após a execução malsucedida. O Tennessee já havia suspendido execuções em 2022 para investigar seu procedimento de injeção letal e retomou as execuções em 2025.

O Estado passou a usar apenas pentobarbital nas execuções retomadas, em vez de uma combinação de três drogas. Neste ano, funcionários penitenciários também não conseguiram estabelecer uma via intravenosa durante a tentativa de executar Tony Carruthers.

Robin Maher, diretora do Centro de Informações sobre Pena de Morte (Death Penalty Information Center), afirmou que a sobrevivência de Pike é inédita na atual era da pena de morte nos EUA. “Só esse fato nos diz que algo deu muito errado na câmara de execução”, disse ela.

(Fonte: UOL)