Correio de Carajás

Curionópolis: Mineradora diz que é alvo de perseguição

Atualmente, segundo José Geraldo, a produção mensal da mineradora gira em torno de 300 a 400 toneladas de concentrado de cobre, que dá uma média de três a quatro mil toneladas por ano/ Fotos: Tina Santos
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Situada em Curionópolis, no sudeste do Pará, a mineradora SCM, que explora e exporta concentrado de cobre, vem se destacando no mercado local e já é uma das que mais gera emprego e renda ao município. Apesar de estar movimentando a economia local, a empresa vem sendo alvo do que chama de “perseguição politica” nos últimos meses, com fiscalizações frequentes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) que, mesmo não encontrando qualquer irregularidade, insiste nas fiscalizações, como ocorreu na última semana, com duas ações seguidas no local.

A direção da empresa diz estranhar as ações sucessivas, uma vez que a Semas não tem o mesmo foco em outros garimpos do município, alguns funcionando clandestinamente.

De acordo com o engenheiro responsável pela operação da usina, José Geraldo, a empresa está toda legalizada, com licenças de implantação, operação e ambiental devidamente aprovadas pelos órgãos ambientais e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Ele explica que a mineradora ainda é pequena, mas já gera 100 empregos diretos e quase a mesma quantidade de postos indiretos. Quase a totalidade dos funcionários nasceram e moram em Curionópolis.

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Ainda de acordo com ele, a mineradora mantém o geólogo Bruno Facundo responsável pela mina e todos os setores devidamente funcionando, como o de suprimentos e segurança do trabalho. “Aqui todos os nossos funcionários trabalham de acordo com a legislação do Ministério do Trabalho para o setor mineral”, afirma.

Ele explica que a mineradora tem uma mina própria, que alimenta a usina, onde é extraído o concentrado de cobre, que é exportado. “É um projeto que começou há cinco anos e só vem crescendo, inclusive está em andamento outro projeto, também já licenciado, em sociedade com uma empresa canadense, que vai gerar mais de 100 empregos. Dentro de 60 dias, a gente já começa a fazer contratações”, adianta.

Gerando emprego e renda

O engenheiro observa que a empresa, ainda que pequena, está gerando emprego e renda no município de Curionópolis, porque a maioria da mão de obra empregada é da cidade. “É um benefício ao município, que recebe os tributos pagos, como a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). Todo o salário dos funcionários é empregado no comércio local, fazendo movimentar a economia”, frisa.

José Geraldo mostra as licenças, que garantem o funcionamento legal da mineradora

Atualmente, segundo José Geraldo, a produção mensal da mineradora gira em torno de 300 a 400 toneladas de concentrado de cobre, que dá uma média de três a quatro mil toneladas por ano. Ainda de acordo com ele, quando o novo projeto entrar em operação, essa produção vai aumentar.

O geólogo responsável pela mina, Bruno Facundo, afirma que todos os cuidados são tomados, seguindo o que é recomendado pela legislação ambiental e o DNPM para exploração do setor mineral. Ele explica que existem três licenças exigidas e todas estão legais: a licença da usina, da bacia de contenção de rejeitos e uma da lavra.

“Para que possamos funcionar, precisamos dessas três licenças e elas estão legais. Toda licença tem suas condicionantes e elas também estão sendo cumpridas dentro dos prazos acordados”, esclarece.

Ele também defende o projeto, expondo sua importância para a economia do município, com a geração de empregos e renda. “São pessoas que estão tirando daqui o seu sustento e de sua família e, o mais importante, por morarem na cidade, esse dinheiro gira no mercado local, impulsionado a economia”, acrescenta Bruno.

Empresa abriu vagas de emprego para moradores da cidade

A mineradora SCM foi para muita gente a oportunidade de conseguir um emprego e sustentar a família, um alento diante da escassez de posto de trabalho no município. Entre essas pessoas está Janes Moura Silva, líder que equipe de turno, que já trabalha há três anos na empresa.

Ele conta que estava desempregado e a empresa lhe deu uma oportunidade. Janes entrou como ajudante e, agora, já é líder de turno. “Eu só tenho a agradecer a essa empresa. Eu moro em Curionópolis com minha família e tudo que eu ganho também fica no comércio local, o que ajuda a movimentar a economia do município”, afirma.

Janes diz que é do trabalho na empresa que tira o sustento da sua família

Rosária de Sousa Costa, técnica em segurança do Trabalho, também pontua a importância da empresa na geração de emprego em Curionópolis. “Eu estava desempregada havia dois anos e foi aqui que consegui a oportunidade de voltar ao mercado de trabalho e estou muito feliz. Eu só tenho a agradecer a direção da empresa por esta oportunidade e também pelo projeto, que está abrindo vagadas de trabalho no município, que ainda é carente de postos de emprego”, ressalta.

Ela observa que a empresa trabalha dentro das normas de segurança exigidas. Todos os funcionários trabalham com EPI (Equipamento de Proteção Individual) e recebem as devidas orientações de como usar corretamente o equipamento, para garantir sua segurança.

“Tantos os que trabalham na mina como na usina só trabalham devidamente equipados, como botas, luvas, capacetes, óculos e máscaras descartáveis. Eles são orientados sobre a importância de usar os equipamentos e forma correta de usar”, explica a técnica.

Responsável pelo setor de suprimentos da empresa, Edilson Alves, também enfatiza os benefícios da mineradora na sua vida e para Curionópolis. Ela observa que estava há três anos desempregado e foi à empresa que abriu as portas para ele, onde vai fazer três anos.

Edilson detalha que a empresa gera renda para o município não só com o pagamento dos impostos inerentes ao setor mineral, mas também com a compra de insumos no mercado local. Ele diz que só não se compra 100% dos insumos que a empresa precisa em Curionópolis porque há itens que não existem no mercado local e é preciso comprar em outras praças, como Minas Gerais e São Paulo.

“O mercado local aos poucos começa a se atentar para essa realidade da mineração, mas ainda faltam incentivos do próprio governo municipal para estimular o comércio a investir nesse setor”, ressalta. (Tina Santos)

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