📅 Publicado em 06/08/2026 17h00✏️ Atualizado em 06/08/2026 17h08
De novo. Assim como aconteceu em 2024, Curionópolis superou Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta quarta-feira (5) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025. O indicador reúne dados de aprendizagem dos estudantes, a partir das avaliações de Língua Portuguesa e Matemática, e do fluxo escolar, que considera as taxas de aprovação. O índice é calculado e divulgado a cada dois anos.
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, Curionópolis foi o município da região de Carajás com o melhor desempenho no Ideb de 2025. Com índice de 6,4, a cidade superou os resultados de Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás, além de ficar acima das médias estadual (5,5) e nacional (6,1) para essa etapa de ensino.
O resultado indica que, nos primeiros anos do Ensino Fundamental, a rede municipal de Curionópolis tem alcançado desempenho superior na aprendizagem dos estudantes e na progressão escolar quando comparada a outros municípios da região. O Ideb, porém, não representa apenas o desempenho em uma avaliação específica, mas também o resultado do trabalho desenvolvido pelas escolas ao longo da etapa escolar.
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Entre os dez municípios da região com os melhores resultados nos anos iniciais do Ensino Fundamental, Marabá aparece apenas na terceira posição, com Ideb de 5,5. Canaã dos Carajás ocupa o segundo lugar, com 5,9, enquanto Parauapebas aparece em quarto, com 5,4. A lista segue com Itupiranga (5,2), Eldorado do Carajás e São João do Araguaia (5,0), São Domingos do Araguaia (4,7) e Jacundá (4,6).
Já nos anos finais do Ensino Fundamental, Canaã dos Carajás foi o município da região com o melhor desempenho no Ideb de 2025, com 5,2. Nessa etapa Marabá segue amargando o 3º lugar, com índice de 4,7. Dessa vez Curionópolis está em 2º, com 5,1, a diferença é mínima em relação ao 1º lugar.
O ranking regional se completa, em ordem decrescente, com Parauapebas (4,5), São João do Araguaia (4,4), Itupiranga (4,3), Eldorado do Carajás (4,2), São Domingos do Araguaia (4,1) e Jacundá (3,5).

RAIO X DE MARABÁ
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, Marabá apresentou avanço no Ideb, passando de 5,2 em 2023 para 5,5 em 2025, um aumento de 0,3 ponto. Na edição mais recente, 18 escolas alcançaram índice igual ou superior a 6, um crescimento de 12 unidades em relação ao resultado de 2023.
O Ideb não mostra apenas como os alunos se saíram na avaliação daquele ano. O índice também é resultado de todo o processo de ensino construído pela escola ao longo da etapa escolar, desde os anos anteriores.
Em 2023, os impactos da pandemia de covid-19 ainda apareciam nos resultados, principalmente pela dificuldade de aprendizagem causada pela suspensão das aulas presenciais e pelo ensino remoto. Já o avanço registrado em 2025 indica uma recuperação gradual dos estudantes, a partir do trabalho desenvolvido pela rede de ensino nos últimos anos.

Entre as unidades de ensino, o avanço também aparece nos resultados individuais. Das dez escolas com os maiores índices no Ideb 2025, todas alcançaram notas acima de 6, com destaque para a EMEFTI Professora Terezinha de Souza Ramos, que obteve o maior resultado da rede, com índice de 6,8. Na sequência aparecem a EMEF Dr. Francisco de Souza Ramos, com 6,6, e as EMEF Pedro Cavalcante e EMEF Tancredo Neves, ambas com 6,5.
Num universo de 63 escolas com índice divulgado, do outro lado da pirâmide estão aquelas com os menores índices. Nenhuma delas teve nota acima de 5. Com menor desempenho está a EMEF Marechal Rondon, com 3,6. Em seguida estão a EMEF Pedro Valle, com 3,9; EMEF Odílio da Rocha Maia, com 4,1 e EMED Urbano Santuário, com 4,3.
A diferença entre as escolas com maior e menor resultado mostra que há uma distância importante entre os índices alcançados pela rede municipal de Marabá. Enquanto uma escola chegou a 6,8 pontos no Ideb, outra registrou 3,6 pontos, uma diferença de 3,2 pontos entre as 63 unidades avaliadas. O resultado indica um desiquilíbrio entre as escolas marabaenses. Enquanto estão mais avançadas no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos, outras ainda enfrentam desafios maiores.

ANOS FINAIS
Quando se fala nos anos finais do Ensino Fundamental, Marabá registrou Ideb de 4,7 em 2025. Apenas 0,1 ponto maior que a edição de 2023, que foi de 4,6.
Entre as 50 escolas da rede municipal com resultado divulgado, os maiores índices ficaram abaixo da marca de 6 pontos. A liderança foi dividida pela EMEF Anísio Teixeira e pelo Colégio com Supervisão Militar Rio Tocantins (CMRIO), ambos com 5,8 pontos. Na sequência aparecem a EMEF Duque de Caxias, com 5,5, e um grupo de três escolas com 5,4 pontos: EMEF Professora Jonathas Pontes Athias, EMEF O Pequeno Príncipe e EMEF Tancredo Neves.

Na outra ponta dos resultados, as escolas com menores índices registraram notas abaixo de 4 pontos. O menor Ideb entre as unidades avaliadas foi da EMEF Sol Poente, com 3,3 pontos. Depois aparecem a EMEF Professora Adão Machado da Silva e a EMEF Urbano Cantuário, ambas com 3,5, seguidas pela EMEF Pedro Valle, com 3,6.
A variação de 2,5 pontos entre o melhor e o pior desempenho mostra que, dentro da mesma rede de ensino, existem escolas em diferentes estágios de aprendizagem, com desafios distintos para melhorar os resultados educacionais.

O IDEB
O Ideb é um indicador que mede a qualidade da educação a partir de dois fatores: a aprendizagem dos estudantes e o fluxo escolar. A aprendizagem é avaliada pelas provas de Língua Portuguesa e Matemática do Saeb. Já o fluxo considera se os alunos conseguem avançar de ano, com base nas taxas de aprovação registradas no Censo Escolar.
A nota final do Ideb combina esses dois resultados, o que significa que uma escola não melhora o índice apenas aprovando mais alunos ou apenas obtendo boas notas nas avaliações. É preciso avançar nos dois aspectos.
No Ideb 2025, o fluxo escolar considera os dados de aprovação daquele ano. Já o desempenho dos estudantes é medido pelo Saeb aplicado em 2025, mas reflete conhecimentos construídos ao longo da trajetória escolar dos alunos. Por isso, o resultado não mostra somente o impacto das ações realizadas em 2025, principalmente quando se trata de aprendizagem.
