José Batista Afonso: “Não se trata de nenhuma crítica pessoal ao pecuarista (Mirandinha), mas a nomeação de alguém ligado ao agronegócio é uma contradição”/ Foto: Divulgação
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“Do governo Bolsonaro sempre se pode esperar o pior”. A crítica foi feita pelo coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá, José Batista Afonso, ao analisar a nomeação do pecuarista Antonio Miranda Sobrinho, o “Mirandinha”, para assumir a Superintendência Regional do Incra em Marabá.

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Batista, que é advogado, antecipou que provavelmente na próxima segunda-feira (29), a CPT e demais movimentos sociais ligados à luta pela reforma agrária na região devem emitir uma nota oficial sobre a nomeação de Mirandinha para administrar a 27ª Superintendência do Incra.

O coordenador da CPT deixa claro que não se trata de nenhuma crítica pessoal ao pecuarista, mas ele entende que a nomeação de alguém ligado ao agronegócio é uma contradição, pois os interesses do setor não dialogam historicamente com a reforma agrária nesta região.

“Abriu-se a porteira para o agronegócio”, resume Batista, ao acrescentar que esse tipo de política de nomeação – como ocorreu também com a Funai – deixa claro que o governo não está priorizando ribeirinhos, quilombolas e trabalhadores sem-terra que aguardam a regularização de lotes da reforma agrária. “A biodiversidade da Amazônia nunca esteve tão em risco como está agora”, alerta Batista. (Ulisses Pompeu)

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