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O produtor rural e engenheiro civil Antônio Miranda Sobrinho, mais conhecido como “Mirandinha”, é o novo superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para o Sul do Pará – SR-27. A nomeação dele foi assinada pelo chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, e publicada no Diário Oficial da União do dia 23 de julho. Ele substituirá na função Valciney Ferreira Gomes, ex-prefeito de Palestina do Pará, que vinha respondendo desde o ano passado, ainda no governo Temer.

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Mirandinha já teve experiência no setor público como secretário de Obras do Município de Marabá em duas oportunidades, nos governos de Bosco Jadão e de Onias Dias. Ele é muito conhecido na região, mais recentemente, pelos seus dois mandatos como presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, de 2009 a 2014 liderando a classe. Ele atualmente é membro da Diretoria da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa) e coordenador do Núcleo Carajás Faepa/Senar, responsável por 17 sindicatos do sul e sudeste do Estado.

Questionado pelo CORREIO, ele disse que ainda não sabe se terá de renunciar a essas funções na instituição ao assumir o órgão público. O Jornal também quis saber de Mirandinha, em contato por telefone, sobre a data da sua posse. A isso, respondeu que ainda não foi marcada, mas ocorrerá em Brasília, na sede da Presidência do Incra, junto com os outros dois superintendentes no Pará.

Enquanto isso, ele destaca que o próprio Valciney continua respondendo pelo órgão no sul do Pará. Miranda adiantou que vai visitar o atual gestor na próxima semana, mas apenas como cortesia e que este não tem obrigação, ainda, de lhe passar informações ou iniciar uma transição.

Sobre a sua escolha para o cargo, Antônio Miranda disse ter aceitado pensando na coletividade da classe a qual pertence e na importância do Incra para o campo. Ele não quis dar detalhes sobre como se deu o convite a ele, mas disse que pesou a sua experiência como produtor rural e gestor, tanto que teve de enviar um currículo completo por escrito à Casa Civil, quando solicitado. Também disse que não comentaria agora sobre o órgão, uma vez que ainda vai tomar pé da estrutura, número de servidores e programas em andamento.

“Eu vejo como um grande desafio, mas que não podemos traçar diretrizes sem saber como está a estrutura e o andamento do órgão atualmente”, disse ao CORREIO, de forma resumida.

A efetivação de Mirandinha foi muito comemorada por pecuaristas da região, que lutaram pela não extinção da superintendência, algo que foi especulado no início do governo Jair Bolsonaro. Setores do governo queriam que o Pará ficasse com apenas uma superintendência, a de Belém, responsável por todo o Estado. Foi esse impasse, também, que protelou as mudanças de superintendente. (Da Redação)

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