📅 Publicado em 25/06/2026 10h15✏️ Atualizado em 26/06/2026 08h40
Roquevam Alves, 59 anos, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em Tucuruí, iniciou uma caminhada em direção a Brasília. A mobilização, que começou na terça-feira (23) em Tucuruí, tem como objetivo, segundo ele, pressionar o Governo Federal e a Eletronorte sobre questões relacionadas aos impactos da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Na manhã desta quinta-feira, o grupo seguiu de Goianésia do Pará em direção a Jacundá.
O percurso previsto é de aproximadamente 1.650 quilômetros até a capital federal, com duração estimada entre três e quatro meses. Roquevam é acompanhado por outras quatro pessoas. O ritmo de deslocamento é de 20 a 25 quilômetros diários, levando em consideração as limitações físicas dos participantes.
Segundo informações do MAB, a caminhada visa chamar atenção para demandas que, conforme o movimento, permanecem sem solução desde a inauguração da usina em 1984. O movimento lista como reivindicações a ampliação do acesso à energia elétrica para comunidades do entorno do lago, melhorias na infraestrutura dos reassentamentos, regularização de indenizações, incentivos aos pescadores afetados pelo represamento do rio Tocantins e investimentos em saúde e abastecimento de água.
Leia mais:Roquevam enfrenta limitações de saúde, incluindo diabetes e uma fratura na perna. Sobre sua participação na caminhada, afirmou: “Tenho um povo a quem represento, dou a vida por eles, luto até o fim. Não é à toa que estou aqui. Estou aqui por um coletivo, não por mim”.
De acordo com dados do MAB, mais de 12 mil famílias residentes em ilhas e comunidades do entorno do reservatório enfrentam dificuldades relacionadas aos impactos da implantação do empreendimento.
