Correio de Carajás

Com morte de médico, letalidade da covid-19 em Parauapebas é 4 vezes mais alta que Pará e Brasil

Carlos Augusto Estorari é mais uma vítima da doença na Capital do Minério (Foto: Reprodução)
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Na tarde desta quinta-feira (16), Parauapebas teve mais uma notícia triste a partir do novo coronavírus. Foi a morte do médico Carlos Augusto Estorari, de 48 anos, que faleceu vítima da covid-19. Esta é a terceira morte desde o primeiro caso confirmado no município, ocorrida em 28 de março.

Com os 16 casos confirmados pelo município (a Sespa só reconhece 15), Parauapebas alcança índice de letalidade altíssimo, da ordem de 18,75%. O Estado do Pará tem média de 4,81%, e o Brasil, 4,2, que já é considerada alta, sendo a oitava maior do mundo.

O primeiro a morrer em Parauapebas foi um funcionário da mineradora Vale, Cidmar Teles, de 42 anos, técnico em eletroeletrônica. Depois, na noite desta quarta-feira (15), um idoso de 72 anos de idade também faleceu com quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

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Conforme a prefeitura, o idoso possuía diabetes, hipertensão e cardiopatia e apresentou sintomas dez dias antes da morte. No domingo (12), o idoso foi atendido na rede particular com o quadro de SRAG e apresentando clínica sugestiva da covid-19. Na segunda-feira (13), já bastante debilitado, procurou o Pronto Socorro Municipal.

Novos dados do Ministério da Saúde revelam que, apesar do novo coronavírus matar mais brancos, o vírus é mais letal entre pretos e pardos. 23,1% dos hospitalizados com SRAG são pretos e pardos, mas eles só representam 32,8% das vítimas. Já com os brancos, a situação é oposta e o número de mortos é menor que o de hospitalizados. Eles representam 73,9% dos hospitalizados e 64,5% das vítimas.

O ministério, no entanto, não apresenta o perfil socioeconômico dos hospitalizados e das vítimas. O órgão investigou 849 mortes das 1056 contabilizadas.

De acordo com os dados, 64,5% das vítimas do novo vírus no país se declarou como branca, 32,8% como parda ou preta, 2,5% como amarela e 0,2% como indígena. (Da Redação)

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