Correio de Carajás

Com 18 anos de carreira, Bruno Gomes é “fenômeno intelectualizado” do Pará

Bruno Gomes, o garoto prodígio, tem 35 livros lançados e já conquistou 45 prêmios literários

PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

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Com quase 2 décadas de história para contar, o paraense é referência no Brasil e no exterior, com uma trajetória digna de um superdotado

Agosto de 2021 marca a maioridade profissional de uma das maiores personalidades acadêmicas do Estado do Pará dos últimos anos. Com 18 anos dedicados à educação, Bruno Gomes foi, é e segue sendo um caso único de destaque no meio científico. Marcado pela celeridade nos processos em que participou, o jovem doutor acumula feitos inéditos para alguém da sua idade, como o seu extenso currículo, uma carreira internacional promissora e uma prateleira repleta de prêmios.

Bruno Gomes tem 35 livros lançados, mais de 45 prêmios conquistados durante sua carreira e centenas de artigos científicos publicados no mundo inteiro em português, espanhol, inglês, italiano e francês.

Natural de Rondon do Pará (PA), ele começou sua trajetória profissional aos 15 anos, como professor substituto para crianças. Ele relata que “caiu na sala de aula de paraquedas” e que, no início, não entendia direito como deveria se comportar: “Foi tudo muito natural. Quando vi, eu estava ali, com as crianças e adorando, porque eu me divertia fazendo aquilo”.

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Cursou Letras pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), em Conceição do Araguaia, quando começou a se interessar pela docência no ensino superior, da qual nunca mais abriu mão: “Aceitei ser docente do ensino superior por insistência das professoras Élida Elena e Denise Cardoso. Elas enxergaram um potencial que eu jamais percebi. Até hoje, tenho uma relação de filho com elas”.

Além de Letras, Bruno Gomes também é Licenciado em Pedagogia (UNICEUMA), especialista em Linguística Aplicada (FAPAF), Mestre e Doutor em Estudos Linguísticos (UFT).

CARREIRA INTERNACIONAL

Bruno Gomes começou a despontar no cenário acadêmico internacional em 2013, quando impulsionou suas discussões no Chile e na Argentina. Em pouco tempo, se tornou notório entre os países que falam espanhol. Em poucos anos, seus escritos ajudavam a compor o acervo científico em toda a América Latina.

Em 2019, foi o único latino a entrar na lista dos 8 maiores pesquisadores emergentes do mundo, conforme o grupo de pesquisa “Science Publishing”, de Nova Iorque, Estados Unidos. Recentemente, foi convidado a publicar em revistas multidisciplinares do mundo, na Ásia, Europa e Estados Unidos, em 5 diferentes idiomas.

Sem dúvidas, hoje, o Pará pode ser ouvido e lido no exterior pelos feitos de Bruno Gomes, que pode ser considerado uma expressão internacional.

OS PRÊMIOS

Acostumado a arrematar estatuetas, o paraense acumula homenagens e prêmios mundo a fora, seja como docente e pesquisador, seja como escritor. Modestamente, o prodígio diz ficar surpreso com as várias honrarias, pois não acredita previamente que irá ganhar: “Não acho que seja inteligente eu acreditar que vou ganhar sempre. Eu sempre tenho dúvidas, porque sei a grandiosidade dos trabalhos dos meus colegas. Fico feliz só pelo fato de estar ao lado de quem admiro desde sempre”.

Com mais de 45 prêmios acumulados nesses 18 anos de carreira na educação, Bruno Gomes é uma espécie de “fenômeno intelectualizado”, que, mesmo dispensando o rótulo de “doutor chato”, tem um valor inquestionável junto à comunidade acadêmica. Entre seus vários prêmios, destaca-se o “Prêmio Serafim da Silva Neto 2021”, em que foi homenageado pelo conjunto da obra.

BRUNO GOMES HOJE

Após 18 anos da sua primeira aula, ele se orgulha do seu legado, mas ainda se considera um aprendiz: “Eu tenho consciência de que tudo na minha vida se deu muito precocemente. Mas, ao mesmo tempo, tenho tanta coisa a empreender… Quero ser sempre o melhor possível, em qualquer função que esteja ocupando”.

Atualmente, Bruno Gomes reside na cidade de São Paulo, onde atua como docente e pesquisador do Centro Universitário Anhanguera Pitágoras Ampli (ANHANGUERA), em Santo André, e como orientador do Instituto de Pesquisa e Educação Continuada da Universidade de São Paulo (Pecege/Esalq/USP). (Delmiro Silva)

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