Correio de Carajás

Colégio Militar de Marabá comemora 8 anos do formato

Instituição, que funciona na Folha 13, teve o sucesso do modelo comemorado durante solenidade

Alunos da unidade escolar estiveram reunidos por ocasião da solenidade/ Fotos: Josseli Carvalho
Por: Da Redação

Uma solenidade no ginásio da instituição na manhã desta sexta-feira (7) marcou a comemoração dos oito anos do Colégio com Supervisão Militar Rio Tocantins (CMRio), que sucedeu o antigo Caic, na Folha 13 da Nova Marabá. A condução tem parceria com a Polícia Militar do Estado do Pará e é considerado um modelo para as demais instituições que adotam o formato no Norte do Brasil.

O evento reuniu autoridades, professores, servidores, integrantes da gestão pedagógica, equipe escolar e policiais militares que atuam na unidade. A programação também celebrou os resultados alcançados pelo modelo de supervisão militar na área da educação e os avanços registrados nos indicadores de segurança no entorno da escola.

De acordo com o capitão PM Rodrigues, coordenador militar do CMRio, os oito anos de funcionamento foram marcados pelo trabalho conjunto entre a comunidade escolar e a Polícia Militar. Segundo ele, a parceria busca oferecer aos estudantes uma formação educacional de qualidade, com o apoio dos militares nas áreas de disciplina e segurança.

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“São oito anos de muito trabalho e de muito empenho de professores, servidores, gestão pedagógica, gestão da escola e policiais militares”, afirmou. Para o capitão, o envolvimento das equipes tem permitido aperfeiçoar as ações desenvolvidas em benefício dos alunos.

O CMRio foi a primeira escola do Pará a adotar o modelo de supervisão militar escolar. A experiência serviu de referência para outras unidades e, conforme informado durante a solenidade, atualmente o estado conta com 14 escolas que funcionam dentro da mesma proposta. Na próxima semana, a rede deverá chegar a 15 unidades, com a inauguração de uma escola em Barcarena.

Nesta semana, o CMRio também sediou um encontro pedagógico com representantes das escolas de supervisão militar do Pará. A reunião teve como objetivo promover a troca de experiências entre as instituições que integram o programa estadual.

Os resultados educacionais foram citados como um dos principais sinais de avanço do projeto. O ensino fundamental da unidade manteve um desempenho considerado elevado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), enquanto o ensino médio registrou crescimento na avaliação mais recente. Os números foram mencionados pelo capitão Rodrigues, que também destacou a definição de novas metas para o próximo ciclo.

“É muito difícil chegar a um patamar elevado e mais difícil ainda se manter nesse patamar. Nós conseguimos manter, mas já estamos estipulando novas metas para o ano que vem”, declarou. Na avaliação do coordenador, os indicadores educacionais, somados à redução dos registros de criminalidade no entorno da escola, mostram que o modelo vem alcançando os objetivos propostos.

O diretor de Polícia Comunitária da Polícia Militar e responsável pela coordenação das escolas de supervisão militar no estado, coronel Paixão de Moraes, explicou que o formato não transforma as unidades em escolas militares. A diferença, segundo ele, está na gestão: enquanto uma escola militar é administrada pela Polícia Militar, as escolas com supervisão militar mantêm a condução educacional e administrativa sob responsabilidade da rede de ensino, contando com a corporação como parceira.

“Não é uma escola militar, é uma escola de supervisão militar. A escola militar está sob a gerência da Polícia Militar. Aqui nós somos apenas colaboradores”, explicou o coronel.

Militares que fazem parte da equipe de supervisão

De acordo com Paixão de Moraes, cerca de 15 mil estudantes são atendidos pelas 14 escolas que integram atualmente a parceria no Pará. Em Marabá, a estimativa é de aproximadamente 1,5 mil alunos matriculados no CMRio. A expansão do modelo também alcança municípios como Parauapebas e Canaã dos Carajás. Em Tucuruí, ainda deverá ser realizada uma visita técnica para avaliar as condições de implantação de uma unidade.

Para o coronel, a atuação da supervisão militar também tem caráter preventivo. Ele ressaltou que o objetivo não é retirar estudantes de situações de criminalidade, mas contribuir para que eles não ingressem nesse caminho.

“Eu nem falo que a gente tira. A gente não coloca, porque eles não estão no mundo do crime, e a gente faz de tudo para que eles não entrem”, afirmou.

Ao completar oito anos, o Colégio com Supervisão Militar Rio Tocantins consolida a trajetória iniciada no antigo Caic e permanece como referência para a expansão do modelo no estado.

A solenidade reforçou o papel da parceria entre educação e segurança na rotina escolar, sem retirar da comunidade de ensino a responsabilidade pela formação dos estudantes. O Governo do Pará foi representado no ato pelo secretário regional João Chamon Neto e pelo titular da Diretoria Regional de Educação (DRE), Magno Barros. (Reportagem: Josseli Carvalho)